Filho de piloto morto em queda de helicóptero no Rio antecipou Dia dos Pais com o pai.
Sven Rocha dos Santos, filho do piloto de helicóptero Alessandro Rocha, lembrou, durante o velório, de um dos últimos momentos que teve com o pai. Segundo ele, os dois haviam combinado de fazer um churrasco na quinta-feira, dois dias antes do acidente.
Sven foi ao mercado com a noiva, Júlia, comprou os ingredientes e preparou a refeição com o pai.
O corpo do piloto Alessandro Rocha, uma das quatro vítimas da queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa foi enterrado nesta segunda-feira (10), em São Gonçalo, na Região Metropolitana.
Sven contou que, apesar de ser uma pessoa animada e acostumada a participar de todos os preparativos, Alessandro normalmente não deixava os filhos assumirem as tarefas do churrasco.
Para Sven, aquele momento acabou se tornando a última refeição que os dois fariam juntos.
Emocionado, ele falou sobre a relação de proximidade que tinha com o pai desde a infância.
Sven também falou sobre a relação de Alessandro com os outros filhos mais novos, Maria de 3 anos e Benicio de 5 meses.
Rocha foi enterrado após homenagens de parentes e amigos e sob aplausos. O caixão foi coberto por uma bandeira do Fluminense. Antes do enterro, parentes cantaram um louvor.
Alessandro Rocha foi lembrado durante o velório por colegas da aviação. O piloto Ramisses Freitas contou que conhecia Rocha havia cerca de dez anos e que chegou a ser instruído por ele.
Segundo Ramisses, Rocha também tinha experiência em operações internacionais e chegou a participar da transferência de uma aeronave dos Estados Unidos para o Brasil.
Amiga da família, Marilene Claro contou que a trajetória de Alessandro Rocha até se tornar piloto começou ainda na infância, em São Gonçalo. Segundo ela, o piloto vinha de uma família humilde e contou com o apoio da mãe, que era merendeira, e da irmã para conseguir fazer o curso e aprender inglês.
Segundo Marilene, a formação profissional exigiu um esforço de toda a família. Ela afirmou que Alessandro se tornou um piloto reconhecido e que chegou a fundar a própria escola.
Ela também destacou o legado profissional deixado por Alessandro.
Marilene também falou sobre a relação de Alessandro com os filhos, sobrinhos e outros familiares. Segundo ela, o piloto era conhecido pelo jeito alegre e pela preocupação com as pessoas ao redor.
Ela afirmou ainda que Alessandro tinha como característica a disposição para ajudar outras pessoas.
Para Marilene, a história de Alessandro também deixa um exemplo para os filhos.
Filho diz que piloto comemorava oportunidade na empresa.
Sven Rocha dos Santos, filho de Alessandro, esteve no Instituto Médico-Legal (IML) para acompanhar os procedimentos relacionados ao corpo do pai. Segundo ele, o piloto havia ingressado recentemente na empresa responsável pela aeronave.
Alessandro foi, até o momento, o único dos quatro mortos oficialmente identificado. Os corpos das três turistas colombianas permanecem no IML, no Centro do Rio.
Pai e filho anteciparam Dia dos Pais.
O filho do piloto passou a manhã do Dia dos Pais no Instituto Médico-Legal (IML) para fazer o reconhecimento do corpo do pai. Segundo Sven Rocha dos Santos, filho mais velho de Alessandro Rocha, os dois anteciparam a comemoração e fizeram um churrasco na quinta-feira (6).
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Sven contou que estava almoçando neste sábado (8) quando recebeu uma ligação de um amigo. A forma como o amigo falou fez com que ele desconfiasse imediatamente de que algo grave havia acontecido.
Naquele momento, uma televisão exibia a notícia sobre a queda de um helicóptero.
Segundo Sven, o pai era um piloto experiente e instrutor havia mais de 20 anos. Para ele, o voo panorâmico realizado no sábado era apenas mais um entre os muitos que Alessandro já havia feito ao longo da carreira.
Alessandro Rocha deixou três filhos. Além de Sven, ele era pai de Maria, de 2 anos, e Benício, de apenas 3 meses.
Além de Alessandro, três colombianas da mesma família morreram no acidente. Rocio Cubillos, 59 anos, Wendy Manrique, 37 (filha de Rocio), e Sofia Murillo, 17, (filha de Wendy e neta de Rocio) faziam um voo panorâmico quando ocorreu o acidente.
O Corpo de Bombeiros do RJ foi acionado às 11h11 para atender a ocorrência. Destroços da aeronave, o Robinson R44 prefixo PP-MFS, da empresa VRP, foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.
O ponto da queda ocorreu em uma área de mata íngreme e de difícil acesso.
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Fontes
Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.