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Entregador de aplicativo denuncia agressão após atraso em entrega na Grande BH; suspeito é delegado da PC

Segundo o trabalhador, de 25 anos, ele levou um tapa no rosto durante uma discussão por causa do atraso na entrega. O caso aconteceu na tarde desta quinta-feira

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Entregador de aplicativo denuncia agressão após atraso em entrega na Grande BH; suspeito é delegado da PC

Um entregador de aplicativo, de 25 anos, denunciou ter sido agredido por um morador de um condomínio em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quinta-feira (27).

Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito da agressão é João Marcos de Andrade da Prata, de 47 anos, que aparece no Portal da Transparência delegado da Polícia Civil.

O entregador relatou à Polícia Militar que a demora aconteceu por causa do trânsito intenso e também de dificuldades com o endereço informado no GPS. Segundo ele, ao chegar ao local para entregar o um pedido, houve uma discussão com o solicitante.

Ainda conforme o relato da vítima, o delegado o agrediu com um tapa no rosto e também fez ofensas verbais.

Em entrevista à TV Globo, o jovem informou que o cliente estava muito alterado e aproveitou um momento que ele se distraiu para pode desferir o tapa.

A todo momento falando que eu estava errado. Me senti humilhado e um criminoso pelo tapa que ele me deu. Fico com medo de fazer mais entregas, porque não sei quando isso pode acontecer de novo", completou o jovem.

A mãe do entregador disse que o filho sofreu um corte na boca e ficou com inchaço no rosto. Segundo ela, o cliente já esperava o trabalhador na portaria quando ele chegou ao condomínio.

Ele me ligou perguntando se eu conhecia algum advogado e eu perguntei por que, ai ele me explicou a situação. Uma pessoa que tá ali para proteger o cidadão usar o poder para agredir um trabalhador, porque o lanche atrasou é um absurdo.

Eu não coloquei filho no mundo para alguém vir bater nele porque ele estava trabalhando", relatou a mãe do motoboy.

A PM informou que esteve no endereço, mas o suspeito não foi encontrado para apresentar a versão dele. A identificação dele foi repassada à equipe pela portaria do condomínio.

A família da vítima informou que não conseguiu acesso ao circuito interno porque, de acordo com a administração do condomínio, os registros só podem ser liberados com ordem judicial.

O g1 entrou em contato com a Polícia Civil que informou que a Corregedoria Geral apura o caso e não coaduna com eventuais desvios de conduta de seus servidores.

Em nota, a empresa responsável pelo aplicativo informou que já está prestando todo o apoio.

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