Quem disse que no Rock in Rio só tem espaço para o rock? Milton Cunha mostrou que no meio das guitarras, dos grandes shows e das multidões que chegam cedo para garantir um lugar perto do palco, uma dança típica das comunidades cariocas continua ganhando espaço: o passinho.
Milton Cunha mostra que passinho tem espaço no Rock in Rio.
Com movimentos rápidos e uma coreografia que mistura diferentes referências, o passinho atravessou as fronteiras do baile funk e chegou à Cidade do Rock. Para quem dança, a presença no festival representa uma forma de mostrar que a dança também é arte e cultura.
A mistura não para por aí. No Rock in Rio, o funk encontra o rock, o samba conversa com o pop e diferentes públicos compartilham o mesmo espaço.
A ideia é justamente mostrar que a chamada "atitude rock" pode estar presente em diferentes estilos e comportamentos. Para quem participa do festival, enfrentar a vida de frente, independentemente do problema, também é uma forma de ter atitude.
E enquanto o público dança e acompanha os artistas, há também quem esteja trabalhando para fazer o festival acontecer. São profissionais que passam horas na Cidade do Rock e ajudam a garantir que a festa funcione para quem está do outro lado das grades.
Outra preocupação é com o comportamento do público. Com milhares de pessoas circulando pelo espaço, os trabalhadores reforçam a importância de aproveitar os shows sem deixar de lado a educação e o cuidado com o ambiente.
A gente pode curtir o show, mas também sendo educado", resume um dos trabalhadores.
Entre shows, dança e trabalho, o Rock in Rio acaba se transformando em um retrato da própria cidade: diferentes histórias, sotaques, ritmos e maneiras de viver reunidos em um mesmo lugar.
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