Uma nova onda de promoções chega neste mês e os consumidores devem ficar atentos: dia 15 de setembro, terça-feira, é o Dia do Cliente.
A data comemorativa comercial, criada no Brasil nos anos 2000, tem como objetivo valorizar o relacionamento entre marcas e consumidores. Diversos e-commerces, serviços de assinatura e lojas físicas preparam descontos de até 80%, além de ofertas de cashback, acúmulo de pontos, oferta de cupons, brindes em compras, entre outros.
Planejadores financeiros avaliam que o primeiro “esquenta” da Black Friday também deve contar com cautela por parte dos consumidores, para não se deixarem levar por qualquer tipo de anúncio camuflado de oferta imperdível.
7 erros para evitar no Dia do Cliente1. Comprar sem olhar para o orçamentoBruno Guimarães, planejador financeiro CFP pela Planejar, afirma que um grande erro dos consumidores em datas do tipo é comprar sem orçamento familiar minimamente organizado.
Isso porque impede saber se a parcela cabe nos meses seguintes.
2. Financiar a compra com linhas caras.
Outro erro é pagar a conta final com as linhas mais caras do mercado. Em julho de 2026, por exemplo, o Banco Central revelou que o juro médio do rotativo do cartão de crédito estava em 436,2% ao ano e o do parcelado do cartão, em 189,3% ao ano.
Não prestar atenção ao limite do cartão ou mesmo se será possível pagar o valor final da fatura sem atrasos é essencial antes de entrar nos sites de compra.
O planejador ainda comenta que uma outra falha é ignorar que a parcela da compra compromete renda futura.
Em um cenário onde os brasileiros estão cada vez mais endividados, os custos para quem não consegue pagar a conta aumentam muito.
Só há economia quando a compra já estava planejada e o dinheiro, reservado.
A ordem que sustenta qualquer decisão de consumo, de acordo com o especialista, funciona assim: primeiro o orçamento acompanhado, depois a reserva de emergência constituída, e só então o consumo adicional.
5. Não pesquisar o preço real antes.
Sem referência, qualquer desconto parece bom. É o viés de ancoragem: o primeiro número vira a verdade.
A urgência diminui a capacidade de avaliar riscos. Sites falsos e mensagens que imitam lojas conhecidas aproveitam o estado rápido e emocional do período para aplicar fraudes.
O remédio, na avaliação dos especialistas, é dar tempo. Além disso, conferir se o site é seguro e desconfiar de preços muito baixos.
7. Ignorar políticas de troca e devolução.
Para Valadares, o desconto pode ser real, mas se o produto chegar com defeito e a política não cobrir promoções, a “pechincha” vira dor de cabeça. O preço real só aparece depois.
Antes de comprar, vale verificar os critérios de troca e devolução da loja, para não ter mais complicações do que compras bem feitas.
Como saber se o desconto é verdadeiro.
Existem duas tarefas antes de clicar em “comprar”, para a planejadora. A primeira é anotar o preço do produto antes da data. Assim, quando a promoção surgir, será possível comparar com o número de verdade.
Já a segunda é consultar sites de histórico de preços. Existem plataformas gratuitas que mostram a variação do produto ao longo do ano. É como ter um raio-X que permite enxergar além da vitrine e descobre se aquele “desconto” é de fato uma redução ou apenas uma volta ao preço original.
Os especialistas indicam montar uma lista de necessidades antes das promoções começarem, organizando-as por prioridade. Dessa forma, o consumidor não cai em qualquer anúncio irresistível de desconto e mantém o orçamento sem rombos.
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