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Cristina Graeml promete lutar pelo fim do Fundo Eleitoral, se eleita senadora

Candidata ao Senado pelo PSD deu entrevista por 30 minutos para a RPC nesta sexta-feira (4).

4 min de leitura
Cristina Graeml promete lutar pelo fim do Fundo Eleitoral, se eleita senadora

A candidata ao Senado pelo Paraná Cristina Graeml (PSD) afirmou que pretende lutar pelo fim do Fundo Eleitoral, caso seja eleita. E defendeu que os candidatos possam receber doações de eleitores e empresários.

  • Mudanças climáticas e eventos extremos.

Meio-Dia Paraná entrevista Cristina Graeml (PSD).

Hoje eu estou disputando uma campanha para Senado e eu preciso estar no interior do estado. Tem custo para ir para o interior do estado e eu não tenho quem banque isso se não for pelas regras atuais.

Todos os candidatos estão usando. A gente quer mudar a regra. A gente precisa seguir a regra atual, participar do jogo, se eleger, ir lá e propor a mudança. Contem comigo para acabar com o fundo eleitoral", declarou.

A declaração da candidata foi feita nesta sexta-feira (4) durante entrevista ao telejornal Meio-Dia Paraná, da RPC, afiliada da TV Globo. Durante a semana, o jornal realizou uma série de entrevistas com os candidatos mais bem posicionados no cenário estimulado da última pesquisa Quaest.

A ordem foi definida por sorteio, realizado na presença de representantes dos candidatos. O tempo estipulado para a entrevista foi de 30 minutos.

🗓️ Cristina Graeml (PSD) encerrou a série de entrevistas do Meio-Dia Paraná com os candidatos ao Senado. A rodada teve início com Alexandre Curi (Republicanos), seguido de Gleisi Hoffmann (PT ), Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL).

Durante a entrevista, Cristina também respondeu a perguntas sobre.

Veja o que disse a candidata sobre cada tema.

Na entrevista, Cristina Graeml foi questionada sobre as quatro trocas partidárias que fez em pouco mais de um ano, passando por PMB, Podemos, União Brasil e PSD.

Ela afirmou que mantém as mesmas pautas e princípios e disse que as mudanças ocorreram por causa das circunstâncias políticas de cada legenda e da necessidade de estar filiada a um partido para disputar eleições.

Questionada sobre as críticas que fez ao PSD nas eleições de 2024, Cristina Graeml afirmou que “os contextos já mudaram” e disse que não existe partido de direita no Brasil.

Segundo ela, sua aliança atual é com o grupo do governador Ratinho Junior, e a declaração anterior foi tirada de contexto.

A candidata foi confrontada sobre chamar o sistema político de "apodrecido" após perder a eleição de 2024 e, depois, dizer que era uma honra fazer parte do time do governador Ratinho Junior.

À época, ela enfrentou Eduardo Pimentel (PSD), que era o candidato de Ratinho na disputa. Sobre o assunto, ela afirmou que continua combatendo o sistema que considera apodrecido, que não está ligada às figuras nacionais que criticava.

Disse ainda que mantém a coerência no discurso.

Sobre o fim da escala 6x1, proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho e que foi votada e aprovada na quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Graeml afirmou que é preciso garantir os empregos antes de ampliar os dias de descanso e que micro e pequenos empresários podem não conseguir arcar com novas contratações.

Ela defendeu que o Senado discuta primeiro a redução da carga tributária sobre o trabalho e questione quem vai pagar a conta da mudança.

Questionada sobre o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a candidata afirmou ser favorável e disse que a Constituição precisa ser preservada.

Ela classificou o cenário brasileiro como um "estado de exceção" e citou casos de censura a jornalistas e usuários de redes sociais. Afirmou também que "os abusos do STF acontecem porque o Senado não fiscaliza.

Em relação aos eventos climáticos extremos que atingem o Paraná, Cristina Graeml defendeu o fortalecimento dos órgãos públicos, além de sistemas de alerta, tecnologia e informação para avisar a população sobre riscos.

Ela também falou sobre a necessidade de moradias mais resistentes e citou o tornado de Rio Bonito do Iguaçu. Sobre legislação ambiental, afirmou que uma nova lei não resolveria o problema neste momento.

A candidata também foi questionada sobre políticas para mulheres. Ela afirmou que suas propostas de 2024 já eram voltadas a elas e citou a falta de creches como uma questão que impacta diretamente as mães que trabalham.

Disse que pretende atuar na proteção de mulheres vítimas de violência.

Por fim, questionada sobre declarações que deu em entrevistas sobre os atuais senadores do Paraná serem omissos, Graeml reafirmou a crítica e citou como exemplo o voto favorável à indicação de Flávio Dino para o STF.

Disse acreditar que a maioria dos paranaenses não concordava com a escolha.

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Fontes consultadas

  • G1 Paranálink

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