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Como foragidos de MT usavam esconderijo no Complexo do Alemão do RJ para comandar tráfico de drogas

Operação contra o Comando Vermelho investiga uma rede de apoio a foragidos de Mato Grosso no Rio de Janeiro; um dos alvos foi preso ao sair do Complexo do Alemã

4 min de leitura
Como foragidos de MT usavam esconderijo no Complexo do Alemão do RJ para comandar tráfico de drogas

Foragidos da Justiça de Mato Grosso usavam uma estrutura de uma facção criminosa no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, para se esconder e manter a articulação do tráfico de drogas em Mato Grosso, segundo a Polícia Civil.

Nesta terça-feira (25), o grupo foi alvo da Operação Dark Route que mirou o Comando Vermelho atuante no eixo Cuiabá–Rio de Janeiro.

Conforme as investigações, os criminosos mantinham suas vidas normal dentro do Complexo e andavam nas ruas como desconhecidos enquanto gerenciavam as ações criminosas em Cuiabá.

Um dos investigados, apontado como braço direito do chefe, foi preso no RJ na quinta-feira (20), depois de deixar a comunidade para frequentar uma academia.

A investigação aponta que o local funcionava como uma base de proteção e apoio para criminosos procurados, integrantes armados e pessoas ligadas à chefia do grupo.

Segundo o Delegado Antenor Pimentel, o principal alvo da polícia é conhecido como 'Batman', e segue foragido no Rio de Janeiro.

O delegado Antenor Pimentel explicou que o criminoso fugiu para o Rio em 2025, após receber progressão de regime e romper a tornozeleira eletrônica. Durante as investigações da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a polícia identificou novos elementos sobre a atuação dele no comando de um grupo denominado 'Tropa do Batman.

Foragidos de MT buscavam refúgio no RJ.

Criminosos procurados pela Justiça de Mato Grosso se deslocavam para o Rio de Janeiro, onde encontravam proteção em áreas dominadas pela facção Comando Vermelho.

Complexo do Alemão servia como base de apoio.

Segundo a Polícia Civil, grande parte dos integrantes estava escondida no Complexo do Alemão. O local era usado como base de proteção, comando e articulação do grupo.

A investigação identificou ainda os chamados "soldados armados", que atuavam em áreas dominadas pela facção no Rio de Janeiro. Eles foram vistos com fuzis de uso restrito, e há registros de disparos, guarda e movimentação de armas e munições.

Mantinha uma rede de apoio à liderança.

Além dos criminosos armados e foragidos, a estrutura reunia pessoas responsáveis por auxiliar a liderança e manter a articulação entre os integrantes nos dois estados.

Usava carros de luxo para ostentação e apoio à estrutura.

A investigação identificou ainda uma frota de veículos de luxo ligada à chamada Tropa do Batman e exibida nas redes sociais. A Justiça determinou o sequestro dos automóveis.

Polícia tenta atingir a estrutura mesmo com criminosos no RJ.

Segundo o delegado, a operação busca mostrar que os integrantes não estão protegidos da atuação da Polícia Civil de Mato Grosso mesmo escondidos no Rio de Janeiro.

Além do chefe, a investigação também mira os integrantes que dão suporte à chamada Tropa do Batman.

Ao todo, são nove mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão. Antes da operação, um dos alvos foi preso ao deixar o Complexo do Alemão para ir a uma academia.

Segundo a Polícia Civil, ele seria um dos auxiliares da liderança investigada. Outros dois alvos foram presos nesta terça-feira em Várzea Grande.

A investigação busca atingir diferentes áreas da estrutura criminosa, incluindo os setores financeiro, operacional, logístico e patrimonial. Também estão entre os alvos os foragidos de Mato Grosso que usavam o Rio de Janeiro como base.

O principal alvo da investigação continua foragido. Segundo a Polícia Civil, ele está escondido no Rio de Janeiro e, mesmo após deixar Mato Grosso, continuava envolvido nas atividades criminosas.

A polícia afirma que ele mantinha contato com operadores financeiros, integrantes armados, familiares e outras pessoas que davam suporte à organização.

A operação é conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Os mandados foram autorizados pelo Núcleo de Justiça 4.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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