Madrinha da Cidade Alta' é presa no Complexo de Israel.
Aos 32 anos, Luana Rosa de Araújo, conhecida como “Madrinha”, é apontada pela polícia como uma das principais figuras da estrutura do Terceiro Comando Puro (TCP) na Baixada Fluminense e na Zona Norte do Rio.
Segundo as investigações, ela atua como uma espécie de braço direito do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, uma das principais lideranças da facção.
A polícia afirma que ela ganhou espaço dentro da organização criminosa e passou a exercer funções de confiança de Peixão. Um dos símbolos dessa relação seria um fuzil cor-de-rosa que, segundo os investigadores, teria sido entregue a ela pelo traficante.
De acordo com as investigações, a influência de Luana vai além da Cidade Alta, em Cordovil, onde é conhecida pelo apelido de “Madrinha”. Ela também teria funções de gerência em Parada de Lucas e, na Baixada Fluminense, seria responsável pelo tráfico em Imbariê e na comunidade do Massapê, em Duque de Caxias.
Luana foi presa em casa, em Cordovil, na Zona Norte do Rio. Contra ela havia dois mandados de prisão por homicídio e dois por tráfico de drogas.
Durante o cumprimento da operação, os agentes também encontraram anotações que, segundo a polícia, seriam relacionadas à contabilidade do tráfico. Por isso, ela também foi presa em flagrante por associação para o tráfico.
Entre as acusações contra Luana está a participação na expulsão de moradores de um condomínio do programa Minha Casa, Minha Vida, na região do Massapê.
Segundo a polícia, imóveis de moradores teriam sido tomados para serem usados pelo tráfico como pontos de venda de drogas e locais para esconder criminosos e materiais da facção.
A atuação atribuída a ela, portanto, não estaria restrita à venda de drogas. As investigações apontam que Luana teria participado do controle territorial exercido pelo grupo criminoso sobre comunidades e conjuntos habitacionais da região.
Luana também é investigada por envolvimento em ataques contra ônibus em Duque de Caxias. Segundo a polícia, ela teria participação na determinação de ações criminosas usadas para demonstrar força e controle territorial da facção.
As polícias Civil e Militar iniciaram nesta terça-feira (25) uma operação conjunta contra integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) que atuam no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
A ação é resultado de investigações da 38ª DP (Brás de Pina) e tem como objetivo cumprir dezenas de mandados de prisão contra alvos envolvidos em diferentes crimes.
As diligências ocorrem nas comunidades Cinco Bocas, Pica-Pau, Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral. Criminosos atravessaram veículos em chamas em ruas internas para dificultar o avanço das equipes.
Segundo a Polícia Civil, a investigação reuniu informações de diferentes ocorrências apuradas ao longo de meses de trabalho de inteligência.
Segundo as forças de segurança, o objetivo é atingir a estrutura do TCP, retirar integrantes da facção das ruas e enfraquecer sua atuação na região.
A ofensiva desta terça ocorre após uma série de operações realizadas no Complexo de Israel nos últimos dias. Na segunda (24), em represália, criminosos atearam fogo a 4 caminhões e fecharam a Avenida Brasil em Vigário Geral e em Coelho Neto.
A via expressa ficou cerca de 1 hora interditada.
De acordo com o governo do RJ, os investigadores realizaram análise de dados, cruzamento de informações, diligências de campo e coleta de provas e de depoimentos.
O trabalho permitiu identificar a atuação de diversos integrantes da organização criminosa e a participação de cada um nos crimes investigados.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça.
Na sexta-feira (21), a PM iniciou, pela Cidade Alta, a 1ª fase da ocupação do conjunto de favelas. Houve intenso tiroteio na chegada das equipes, e a Avenida Brasil chegou a ser fechada preventivamente.
Os policiais localizaram barricadas e veículos com explosivos, que, segundo a corporação, seriam usados contra as forças de segurança.
Na ocasião, um motorista de ônibus foi atingido por uma bala perdida e levado ao Hospital Estadual Getúlio Vargas. A PM informou ainda que um homem morreu em confronto e que um fuzil e uma pistola foram apreendidos.
Já na madrugada de segunda-feira (24), a corporação deu início à 2ª fase da ocupação, desta vez em Vigário Geral e Parada de Lucas. Também houve troca de tiros e interdição temporária da Avenida Brasil, da Linha Vermelha e da Rodovia Washington Luís.
Horas depois, grupos incendiaram caminhões na Avenida Brasil, fechando ambos os sentidos da via. Segundo a PM, 4 homens foram presos.
Ainda na segunda-feira, imagens obtidas pela TV Globo mostraram homens com fuzis dentro de uma unidade da Águas do Rio, na Pavuna. Segundo relatos, eles teriam buscado refúgio no local após a operação policial no Complexo de Israel.
As ações de sexta e segunda-feira também afetaram serviços públicos. Segundo as secretarias municipais de Educação e Saúde, escolas e unidades de atendimento tiveram o funcionamento alterado durante as operações, e linhas de ônibus precisaram mudar o itinerário na região.
Operação conjunta mira integrantes do TCP no Complexo de Israel.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.