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Comando Vermelho usava laranjas para comprar fuzis com registros fraudados, diz PF

PF mira grupo suspeito de fraudar registros e compra de armas para CACs no RJ. Operação Polaridade prendeu 10 suspeitos na manhã desta sexta-feira (4). Agentes

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Comando Vermelho usava laranjas para comprar fuzis com registros fraudados, diz PF

A investigação da Polícia Federal descobriu que o Comando Vermelho usava laranjas para se passarem por caçadores e comprar fuzis.

Até o fim da manhã desta sexta-feira (4), dpessoas foram presas na Operação Polaridade, que investiga fraudes na liberação de armas de fogo para Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) — a maioria em endereços na Baixada Fluminense, em Macaé, no Norte Fluminense, e no Espírito Santo.

Entre os presos está um funcionário terceirizado da PF, suspeito de envolvimento no esquema. Nas buscas, os agentes apreenderam pistolas e fuzis, incluindo armas de alto calibre.

Entre os presos está Dyen­ny Silva Pereira, que teria comprado dois fuzis de origem israelense.

As investigações começaram na Delegacia de Polícia Federal em Niterói. Os agentes identificaram inconsistências em processos analisados por um funcionário terceirizado, que foi preso preventivamente nesta quinta-feira (3).

Ele verificava documentos do Núcleo de Armas e é suspeito de ter aprovado pedidos de concessão de armas restritas de alto calibre sem a documentação obrigatória ou com documentos falsos.

O nome do funcionário não foi divulgado.

Segundo a investigação, o esquema funcionava com pessoas sem antecedentes criminais que se passavam por caçadores para conseguir autorização para comprar armas pesadas.

Elas se valiam dessa facilidade para adquirir fuzis que seriam destinados ao crime organizado.

A legislação permite que pessoas habilitadas como caçadores comprem fuzis, mesmo sem comprovação de que são caçadores habituais.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo.

O RJ1 não conseguiu contato com a defesa da presa citada na reportagem.

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