🔎 Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio e virou ré por organização criminosa e lavagem de dinheiro em um esquema envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ela é alvo da Operação Vérnix, que também investiga integrantes da facção, entre eles Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Segundo o boletim de ocorrência, obtido pelo g1, policiais militares receberam uma informação de que havia um registro de ação criminosa relacionado ao veículo e que o carro estava circulando pela Avenida Salim Farah Maluf.
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Os policiais localizaram o Mercedes durante patrulhamento e fizeram a abordagem por volta de 0h30. Durante a vistoria, não foram encontrados objetos ilícitos ou outras irregularidades.
Deolane vai responder por organização criminosa e lavagem de dinheiro; entenda.
Na consulta ao sistema, os agentes identificaram um mandado de busca e apreensão do veículo, expedido no âmbito da Operação Vérnix. O carro foi apreendido e levado para o 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que as investigações seguem pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau, por meio da Operação Vérnix.
Detalhes serão preservados para garantir a autonomia ao trabalho policial", disse a pasta.
O g1 tenta contato com a defesa de Deolane.
A Operação Vérnix, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A operação prendeu a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, o chefe da facção Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e parentes dele. A investigação começou em 2019 e passou por quatro fases.
A apuração teve início após a Polícia Penal apreender bilhetes e manuscritos com dois presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.
O material fazia referências à estrutura do PCC, a integrantes da facção e a possíveis planos de ataques contra agentes públicos.
A análise dos documentos levou os investigadores até uma transportadora de cargas de Presidente Venceslau, que, segundo a investigação, seria usada como empresa de fachada para lavar dinheiro do crime organizado.
Na etapa seguinte, a polícia apreendeu um celular que revelou informações sobre a movimentação de recursos da facção e a atuação de intermediários, entre eles Deolane Bezerra e Emerson de Souza.
Com o avanço da investigação, relatórios financeiros apontaram, segundo a polícia, movimentações milionárias, depósitos fracionados, uso de empresas de fachada e ocultação de patrimônio.
A Operação Vérnix passou a investigar a participação de Deolane e de outros alvos no suposto esquema de lavagem de dinheiro. A defesa da influenciadora afirma que ela é inocente e que os fatos serão esclarecidos.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 São Paulo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.