Ir para o conteúdo
Regionais Revisado por ULTRA AI

Candidatura de Aécio Neves faz rearranjo na disputa pelo Senado em Minas Gerais

Candidato pelo PSDB substitui Gustavo Galassi e Marcelo Heringer na coligação que inclui PDT e Cidadania. Pesquisas de intenção de voto anteriores à confirmação

4 min de leitura
Candidatura de Aécio Neves faz rearranjo na disputa pelo Senado em Minas Gerais

A entrada de Aécio Neves (PSDB) na disputa por uma das duas vagas para o Senado por Minas Gerais que estão em jogo na eleição deste ano reconfigura o cenário eleitoral no estado.

  • Pesquisas com Aécio em abril e julho.
  • Convenções partidárias e pesquisas sem Aécio.
  • Em 28 de abril, nos dois cenários em que aparecia, Aécio Neves tinha 11% das intenções de voto; atrás dele estava Carlos Viana (PSD), com 10%. Os dois ficavam, portanto, empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos. Marília Campos teve 19% das intenções de voto nos mesmos dois cenários.
  • Em 28 de julho, o nome de Aécio estava em três dos quatro cenários pesquisados e somava 16% das intenções de voto em todos eles; Viana ocupava novamente a terceira posição, com 11%, em dois dos cenários em que aparecia com Aécio. Marília Campos teve 18%, 20% e 19% nos três cenários em que aparecia com Aécio, o que mostrava os dois empatados dentro da margem de erro, em dois cenários.
  • Em 21 de agosto, a pesquisa espontânea do Instituto Datafolha, que considerou o total de votos para as duas vagas no Senado, mostrava Marília Campos na liderança, com 11% das intenções; atrás dela estava Carlos Viana, com 8%. Os dois estavam tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou menos. Em seguida, aparecia Domingos Sávio (PL), com 6%.
  • Em 25 de agosto, a pesquisa espontânea da Quaest, que também combinou o total de votos para as duas vagas, mostrava Marília com 15%, seguida por Viana e Sávio, ambos com 8%.
  • Aécio Neves volta atrás e lança candidatura ao Senado em MG.
  • Aécio Neves declara R$ 22,5 milhões em bens ao TSE.
  • PDT anuncia retirada de irmão de Marcelo Heringer da disputa.
  • Gustavo Galassi deixa disputa ao Senado em meio a articulações para possível candidatura de Aécio.

O nome do deputado federal e presidente do Partido da Social Democracia Brasileira, ex-senador e ex-governador de MG, entrou oficialmente na lista de candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (1º).

Aécio anunciou que se candidataria ao Senado na sexta-feira (28), menos de um mês após dizer que não disputaria nenhum cargo nas eleições de outubro.

O tucano só foi lançado como candidato depois de uma articulação dentro da coligação formada por PDT e a federação PSDB-Cidadania para que Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT) não concorressem mais ao cargo de senador.

Agora, em vez de 17 nomes, são 16 na disputa pelo Senado em Minas.

Antes da realização de convenções partidárias, momento em que os partidos definem que candidaturas serão lançadas, Aécio chegou a aparecer em pesquisas Quaest como um dos favoritos numa eventual disputa ao Senado.

Ele ficava numericamente atrás apenas de Marília Campos (PT) (veja abaixo).

Entenda o cenário a partir dos seguintes pontos.

Pesquisas com Aécio em abril e julho.

Entre o fim de julho e o início de agosto, os partidos realizaram convenções para formalizar quem pretendiam lançar como candidatos ao Senado. O anúncio feito por Aécio Neves de que, após 40 anos em mandatos, não iria participar das eleições, se deu em meio às articulações das siglas.

Sem a presença dele no pleito, os levantamentos eleitorais realizados posteriormente revelaram os seguintes cenários.

De um lado, o PSDB descobrirá se o candidato escolhido se mantém relevante entre o eleitorado. Do outro, partidos como PSD, PL e o PP de Marcelo Aro saberão o quanto precisam se preocupar com o rearranjo da disputa eleitoral no estado.

Ao voltar atrás sobre a eleição na última sexta-feira, Aécio Neves anunciou que seria o candidato do PSDB ao Senado na coligação "Cuidar de Minas". Gustavo Galassi (PSDB) e Marcelo Heringer (PDT), que compunham a disputa pela coligação, renunciaram às candidaturas no dia anterior.

Em entrevista coletiva, Aécio disse que recebeu muitos apelos e pedidos para reconsiderar a decisão que tinha tomado ao não se candidatar, destacando que "mudou de rota" pelo estado.

Nós chegamos a uma situação quase que inadministrável no nosso estado [...]. Minas Gerais precisará ter no Senado da República uma representatividade muito maior do que em qualquer tempo", afirmou.

Aécio declarou, ainda, acreditar que, como senador, teria melhores condições de "articular um projeto para 2030 ao centro" e "sem radicalização.

É no Senado Federal que pretendo rearticular as forças de centro para apresentar ao Brasil um projeto transformador.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Regionais
Anvisa interdita lote de água mineral após detectar coliformes
Regionais

Anvisa interdita lote de água mineral após detectar coliformes

A medida atinge exclusivamente o lote 110426 L5, fabricado pela empresa GEPF Agro Indústria Ltda. Segundo a Anvisa, uma amostra do produto apresentou resultado insatisfatório em teste microbiológico, com presença de coli

Em Regionais