O bairro do Brás, no Centro de São Paulo, teve em 2025 o maior índice de mortalidade infantil entre os 96 distritos da capital paulista, segundo levantamento da Rede Nossa São Paulo.
Lista completa
- SP tem mais de 4 mil crianças e adolescentes em situação de rua.
A cada mil crianças nascidas no bairro, 20 morreram antes de completar 1 ano de idade. Quatro distritos não registraram óbitos -- Moema, Perdizes, Jaraguá e Marsilac.
Para Igor Pantoja, coordenador de relações institucionais da Rede Nossa São Paulo, a alta deste índice no Brás é um sinal de atenção.
O mapa aponta também a desigualdade no acesso à educação na cidade na primeira infância, fase que compreende crianças de 0 aos 6 anos.
Cerca de 96% das crianças da Casa Verde, na Zona Norte, estudam em escolas da rede de ensino infantil municipal que ficam até 1,5 km da residência em que moram.
No extremo sul da capital, em Marsilac, esse percentual é de 23,6%.
O estudo mostra ainda a disparidade em outros indicadores pela capital. Quando se trata de gravidez na adolescência, os dados apontam que 0,13% dos nascidos em Moema são filhos de mulheres menores de 20 anos, em relação ao total de recém-nascidos do bairro.
O distrito da Zona Sul novamente tem o menor índice da capital. Esta porcentagem sobe para 10,51% em Guaianases, na Zona Leste.
A realização do exame pré-natal e de acompanhamento gestacional, que é essencial para reduzir riscos e garantir a saúde de mães e bebês ao longo da gravidez, também apresenta discrepâncias pela cidade.
Nesse cenário, 96,3% das mães da região de Alto de Pinheiros, na Zona Oeste, realizaram ao menos sete consultas de pré-natal durante a gestação. O último bairro do ranking é a República, no Centro, onde o percentual de gestantes que fizeram o acompanhamento adequado é de 76%.
Em números
- Rde, na Zona Norte, estudam em escolas da rede de ensino infantil municipal que ficam até 1,5 km da residência em que moram