Uma aposentada de 77 anos de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ficou 5 meses sem receber o benefício do INSS após ser declarada morta por engano — e por um cartório do Paraná.
Lady Dornelles do Nascimento contou que o pagamento foi suspenso em abril e que, desde então, tenta provar que estava viva para recuperar a aposentadoria.
Segundo Lady, ao procurar informações pelo telefone 135, foi informada de que constava como morta no sistema. “Fui receber e não tinha pagamento. Liguei para o 135, e a moça me informou que eu estava em óbito.
A aposentada disse que procurou diversos órgãos para tentar resolver o problema. Ela foi à Receita Federal, ao Tribunal Regional Eleitoral e a uma agência do INSS em Nova Iguaçu.
Também fez uma nova carteira de identidade para comprovar que estava viva. Mesmo assim, o aplicativo Meu INSS continuava mostrando o benefício como suspenso.
Sem a aposentadoria, Lady afirmou que passou por dificuldades financeiras. “Se não fosse uma vizinha minha me ajudar, eu estaria passando fome. Tem dias que eu não tenho dinheiro para comprar um pão”, disse.
Ela também relatou que recolheu latinhas para conseguir algum dinheiro. “Está difícil para mim, porque sou aposentada e vivo só.”.
O INSS informou que o benefício de Lady Dornelles do Nascimento foi reativado. Segundo o órgão, o pagamento estará disponível em conta em até 20 dias, com juros e correção monetária.
De acordo com o INSS, o problema ocorreu após um registro de óbito ser vinculado indevidamente aos dados da aposentada. Segundo o órgão, o documento que gerou o erro foi emitido por um cartório no Paraná.
O instituto cruza informações com o Sistema Nacional de Registro Civil para evitar pagamentos indevidos após a morte de beneficiários. Como o sistema é federal, o cruzamento de dados independe do estado onde foi feito o registro de óbito e do local de manutenção do benefício.
O RJ1 questionou o instituto sobre a demora para restabelecer o benefício e sobre quais medidas podem ser adotadas para evitar erros semelhantes, mas ainda não havia recebido resposta até a última atualização desta reportagem.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Rio, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.