Ir para o conteúdo
Regionais Revisado por ULTRA AI

Advogado criou cartel das cantinas de presídios do RJ enquanto estava preso, diz MPRJ

3 min de leitura
Advogado criou cartel das cantinas de presídios do RJ enquanto estava preso, diz MPRJ

Um dos advogados alvos da segunda fase da Operação Snack Time, que investiga a chamada “máfia das cantinas” nos presídios do Rio, teve a ideia de montar o esquema de fraude enquanto ainda estava preso.

Segundo as investigações do Ministério Público do Rio (MPRJ), Leandro Rodrigues Mendonça iniciou o cartel durante o período em que cumpria pena por fraude no seguro de trânsito DPVAT e, depois de solto, colocado o esquema em prática.

Leandro e o também advogado Alexandre Costa da Silva estão entre os 22 denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ).

A Justiça aceitou a denúncia, e os investigados se tornaram réus por organização criminosa e fraude em licitação.

Segundo o MPRJ, o grupo teria atuado durante cerca de dez anos, entre 2015 e 2024, para eliminar concorrentes e controlar as licitações para exploração das cantinas instaladas nos presídios do estado.

Em uma das disputas, os envolvidos teriam vencido 38 dos 40 lotes.

A investigação aponta ainda que diversas empresas que apareciam como concorrentes nos processos de licitação, na verdade, estariam submetidas a um mesmo centro de decisão.

O objetivo, segundo o MPRJ, era aparentar competitividade e impedir a entrada de empresas de fora do grupo.

Entre os principais alvos está o policial penal aposentado Ronaldo Barbosa Souza. Durante as buscas realizadas nesta terça-feira (1º), agentes encontraram na casa dele anéis, pulseiras, colares e dinheiro em espécie.

O MPRJ afirma que Ronaldo fazia parte do grupo que controlava a distribuição dos lotes das cantinas entre as empresas envolvidas no esquema.

A denúncia também aponta a participação de um agente público: o ex-subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento Rafael Rodrigues de Andrade. De acordo com o Ministério Público, ele teria usado o cargo para favorecer o cartel e desclassificar empresas que não participavam do esquema.

Rafael foi preso em 2020 por suspeita de fraudar contratos de fornecimento de comida para o Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, em investigação que antecedeu a Operação Snack Time.

A apuração sobre as fraudes nas cantinas começou em 2019, segundo as informações do Ministério Público. A primeira fase da Operação Snack Time foi realizada em novembro de 2024, quando foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

O sistema de cantinas nos presídios do Rio foi encerrado em 2024. Atualmente, familiares de presos podem comprar produtos de alimentação e higiene pela internet.

A empresa responsável pela plataforma também venceu uma licitação.

Nesta terça-feira (1º), o Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços na capital, em Mesquita e em Duque de Caxias.

A TV Globo não teve acesso à defesa dos citados na reportagem.

A Seppen reforça que não compactua com quaisquer desvios de conduta e cometimento de crimes praticados por seus servidores, e ressalta seu compromisso com a transparência pública, operando sob o controle da legalidade para garantir a ordem do sistema prisional fluminense.”.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Regionais
Anvisa interdita lote de água mineral após detectar coliformes
Regionais

Anvisa interdita lote de água mineral após detectar coliformes

A medida atinge exclusivamente o lote 110426 L5, fabricado pela empresa GEPF Agro Indústria Ltda. Segundo a Anvisa, uma amostra do produto apresentou resultado insatisfatório em teste microbiológico, com presença de coli

Em Regionais