O repasse, de acordo com a reportagem, foi feito ao Havengate Development Fund em 16 de setembro de 2025, quando já eram conhecidas as suspeitas sobre o Master —menos de duas semanas antes, o Banco Central havia negado a venda da instituição financeira para o BRB.
A revista aponta ainda indícios de outro pagamento, com base em conversas entre Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda.
A Folha procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas até o momento não houve retorno.
Em entrevista à Globo na sexta-feira (28), Flávio oscilou entre dizer que "nunca é demais" explicar a relação com Vorcaro e afirmar que o tema está "mais que esclarecido" e é "livro que está fechado, ressignificado e na prateleira.
Ele voltou a dizer já ter mostrado a prestação de contas, referindo-se a um laudo pericial feito a pedido da Go Up, produtora da obra, que não detalha pontos relevantes sobre o caminho do dinheiro.
Em julho, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar o caso Dark Horse.
Mendonça havia pedido um parecer ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, a partir de uma solicitação da Polícia Federal. O chefe do MPF (Ministério Público Federal) disse que há elementos suficientes para pedir a abertura formal de um inquérito que apure os repasses.
Ao pedir a investigação, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse em entrevista crer que seria necessário instaurar um inquérito que apure o envio de recursos do ex-banqueiro aos EUA sob a justificativa de financiar o filme "Dark Horse.
Uma das desconfianças é de que esses recursos bancaram despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele vive desde fevereiro de 2025, o que ele nega. A PF também quer saber se eles foram usados para outras ações de aliados do ex-presidente Bolsonaro junto ao governo Donald Trump.
Em números
- Vorcaro fez repasse adicional de R$ 8,5 milhões a fundo ligado a Dark Horse, diz revista