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Política Revisado por ULTRA AI

Tesouro dos EUA avalia que queda do iene está “bem contida”

4 min de leitura
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O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que as recentes oscilações do iene estão “bem contidas”, sinalizando que a queda da moeda japonesa não configura o tipo de movimento desordenado que motivou a rara intervenção conjunta entre EUA e Japão em julho.

Scott Bessent afirma que oscilações da moeda japonesa não justificam nova intervenção conjunta com o Japão.

A declaração foi dada em entrevista à Reuters no domingo (30.ago. 2026), véspera do encontro de 2 dias entre ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G20 em Asheville, na Carolina do Norte.

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A Reuters reportou que o iene chegou a cair abaixo do nível de 160 unidades por dólar na 6ª feira anterior (29.ago. 2026), patamar amplamente considerado como gatilho para uma nova intervenção.

Bessent, que participou da cúpula do G20 em Asheville, disse esperar que o presidente do BOJ (Banco do Japão), Kazuo Ueda, “faça a coisa certa” na política monetária, com o apoio da primeira-ministra Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrata, direita).

Fim do Abenomics e virada para a “Takaichi-nomics”.

Questionado sobre se o BOJ deveria elevar juros de forma mais agressiva para conter a desvalorização do iene, Bessent foi cauteloso. “Não vou dizer a eles o que fazer”, declarou.

O Abenomics foi lançado em 2013 pelo então primeiro-ministro Shinzo Abe com o objetivo de tirar o Japão de um longo período de deflação. A estratégia combinava estímulo monetário massivo, grandes gastos fiscais e medidas para impulsionar o potencial de crescimento do país.

Na mesma entrevista, Bessent declarou que o Japão já “conquistou” a deflação e migrou para a chamada “Takaichi-nomics”, sob a atual primeira-ministra. Segundo ele, essa nova fase é mais favorável aos acionistas, com desregulamentação substancial especialmente no mercado de trabalho e menos intervenção do governo.

Conhecida como defensora do Abenomics, Takaichi anunciou um ambicioso programa de gastos para ampliar investimentos em setores de crescimento e amortecer o impacto do aumento do custo de vida sobre as famílias.

Críticos apontam que a abordagem fiscal expansionista contradiz os esforços do BOJ de conter a inflação com uma política monetária mais restritiva. Os planos de gastos da primeira-ministra já pressionaram o rendimento do título do governo japonês de 10 anos a uma máxima em 3 décadas, de 2,945%, registrada no início deste mês, diante da preocupação dos investidores com o endividamento elevado do país.

Reunião com Ueda e perspectivas para os juros.

Bessent afirmou que planeja se encontrar com Ueda à margem do G20. Sobre o dirigente do BOJ, foi elogioso: “Conheço ele há 15 anos. É um excelente economista. Acho que ele é subestimado em termos de sua perspicácia com os mercados”, declarou.

O encontro foi realizado antes da reunião de política monetária do BOJ, marcada para os dias 17 e 18 de setembro. Fontes ouvidas pela Reuters indicaram que o banco central japonês estuda elevar a taxa de juros já em setembro e considera um ritmo de aperto mais acelerado do que o atual, de aproximadamente 2 aumentos por ano.

Uma alta em setembro, em vez de outubro, poderia fortalecer as apostas do mercado de que o BOJ passará a subir juros uma vez a cada trimestre, segundo analistas.

O iene fraco se tornou um problema para os formuladores de política japoneses ao elevar os preços das importações e a inflação mais ampla, fenômeno atribuído em parte à lentidão no ritmo de altas de juros do BOJ.

A comunicação mais dura do banco, no entanto, não conseguiu sustentar o piso da moeda.

EUA e Japão realizaram uma rara intervenção conjunta de compra de ienes em 31 de julho, com o objetivo de evitar que a queda do iene e dos títulos do governo japonês se espalhasse pelos mercados globais.

Na ocasião, Bessent descreveu a ação como voltada a conter movimentos “desordenados” da moeda. A postura mais tranquila do secretário nesta 2ª feira (31.ago. 2026) contrasta com o tom usado há um mês para justificar a intervenção.

Fontes consultadas

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