O placar de uma eventual votação no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master é incerto. Neste momento, a Corte está dividida praticamente ao meio.
- Leia a íntregra do relatório da PF sobre o celular de Daniel Vorcaro (PDF – 5 MB).
- Leia as íntegras de documentos que revelam relação de Moraes com Vorcaro.
- Vorcaro perguntou a Moraes se deveria fugir 2 dias antes da prisão.
- Leia o que a PF diz que Vorcaro conversou com Moraes.
- Mendonça retira sigilo de ação sobre Vorcaro e Moraes.
- Moraes editou contrato de R$ 131 milhões entre sua mulher e Vorcaro.
- Leia o que políticos estão dizendo sobre Vorcaro e Moraes.
- Vorcaro para Moraes: tenho “gratidão da minha vida a você”.
- Vorcaro dizia que pagamento a Barci de Moraes era “o mais importante”.
- Vorcaro pagou escritório de mulher de Moraes com aeronaves, diz PF.
- Vorcaro aprovou cartões de crédito para filhos de Moraes, diz jornal.
- Gonet pediu a Vorcaro para bancar ida do filho para Londres, diz PF.
- Vorcaro diz que Moraes pediu menção a encontro com Blair em reportagem.
- Senado vai ter enxurrada de pedidos de impeachment de Moraes, diz Damares.
- Vorcaro tinha contrato de R$ 50 mi com escritório Barci de Moraes, diz PF.
- OAB pede “apuração rigorosa” sobre relação de Vorcaro e Moraes.
- Moraes ajudou a organizar evento “superexclusivo” de Vorcaro em Londres.
4 ministros são favoráveis à apuração e 3 são contra; Moraes e Toffoli devem se declarar suspeitos. Empate favorece Alexandre.
Há 4 ministros favoráveis à investigação. São eles: Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Por outro lado, são 3 os contrários: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos. A ministra Cármen Lúcia é a única cujo voto ainda é considerado indefinido.
Se Cármen votar contra a investigação, haverá empate. Nesse caso, o resultado favorece a parte apontada como suspeita e Moraes se livra da apuração.
O ministro André Mendonça pediu uma sessão do plenário para analisar se Moraes deve ser investigado. Antes disso, porém, ele precisa entregar o relatório sobre o caso, o que deve ocorrer na 2ª feira (7.set) ou na 3ª feira (8.set).
Na sequência, Fachin deverá pautar a análise. A tendência é que o presidente do STF, responsável por definir a pauta da Corte, realize a sessão já na próxima semana.
Fachin também pretende atender ao pedido de Mendonça para que a sessão seja aberta e tenha transmissão ao vivo pela TV Justiça. A ideia é dar ampla transparência e repercussão ao caso.
A votação será realizada sob o impacto do ato marcado para a próxima 2ª feira, Dia da Independência, na avenida Paulista. É um ato que, historicamente, reúne a militância de direita.
A expectativa inicial era de uma manifestação relevante, mas com público modesto. Agora, bolsonaristas passaram a falar em levar 100 mil pessoas para a avenida.
Se isso de fato acontecer, a pressão para o STF não abrir uma investigação sobre a atuação de Moraes no caso Master será amplificada.
O grupo de ministros favoráveis a Moraes pretende se contrapor a Mendonça argumentando que uma investigação terá consequências para todos.
Entre os pontos que podem ser usados estão referências a parentes de Nunes Marques, ao resort Tayaya e a Toffoli, além da reunião de Mendonça com Vorcaro revelada nesta 4ª feira (2.set).
Mendonça encontrou-se com Vorcaro em março de 2025.
Segundo o gabinete de Mendonça, foi discutida a Suspensão de Tutela Provisória (STP) 976, que estava sob julgamento do Supremo Tribunal Federal e que discutia créditos de precatórios de interesse do Banco.
Mendonça votou contra os interesses do Master.
Mendonça também encontrou o advogado Ciro Soares, que trabalhava com Vorcaro, em uma alfaiataria em São Paulo. Mendonça nega ter recebido qualquer tipo de presentes na ocasião ou em outras.
Relatório de 218 páginas, produzido pela PF (Polícia Federal) a partir da análise do celular de Daniel Vorcaro, reúne mensagens entre o fundador do Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes.
O aparelho foi apreendido durante a operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025 para investigar suspeitas de fraudes envolvendo a venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília).
Vorcaro foi preso na 1ª fase da operação, em 18 de novembro de 2025.
O relatório foi elaborado a pedido do ministro André Mendonça, do STF, para identificar integrantes de uma possível rede de influência e monitoramento atribuída a Vorcaro.
A PF entregou o documento em 27 de agosto de 2026.
A própria PF afirma que a análise “não possui caráter exaustivo”, porque foi realizada no prazo de 72 horas determinado para atender à requisição judicial. Segundo a corporação, podem existir outras citações ou referências indiretas ainda não identificadas pela equipe policial.
O conteúdo veio a público na 3ª feira (1º.set. 2026), depois que Mendonça derrubou o sigilo da ação. Leia aqui todos os documentos.
Em números
- Agora, bolsonaristas passaram a falar em levar 100 mil pessoas para a avenida
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…