O Senado é um dos parceiros do Movimento Pela Vida das Mulheres, criado durante o Agosto Lilás, campanha que destaca a importância da prevenção e do enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025.
O movimento é resultado da parceria entre empresas, organizações da sociedade civil e o poder público.
O movimento lançou a campanha Somos Maiores que a Violência Contra as Mulheres, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a responsabilidade coletiva no combate a esse tipo de violência.
De acordo com o Pela Vida das Mulheres, é necessária uma mobilização permanente contra a violência, pois a responsabilidade é de todos: mulheres, homens, sociedade, empresas e Estado.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1. 568 feminicídios em 2025, uma média de mais de 4 mulheres assassinadas por dia por razões de gênero.
O Movimento Pela Vida das Mulheres trabalha com um indicador que mede o quanto a sociedade brasileira está apta a reconhecer, nomear e agir diante da violência contra as mulheres: o Índice de Conscientização sobre a Violência Contra as Mulheres, criado em 2025 pelo Instituto Natura e pela Avon (que também fazem parte do movimento).
Segundo o Pela Vida das Mulheres, em 2025 a taxa foi de 29%. A meta é elevá-la para 73% até 2035. O indicador também foi aplicado em outros 5 países da América Latina: Argentina, Chile, Colômbia, México e Peru.
O Movimento Pela Vida das Mulheres destaca que a conscientização só faz sentido quando se traduz em comportamento.
O movimento também utiliza como referência para sua atuação o Mapa Nacional da Violência de Gênero, produzido pelo DataSenado e pelo Observatório da Mulher contra a Violência, ambos vinculados ao Senado.
De acordo com os dados mais recentes do levantamento, 33% das mulheres entrevistadas sofreram algum tipo de violência, mas apenas 4% reconheceram o ato como violência, o que indica uma lacuna de percepção.
O levantamento mostra ainda que 71% das agressões tiveram testemunhas.
Ao falar sobre a participação do Senado no movimento, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou que a atuação do Legislativo deve incluir não apenas a elaboração de leis, mas também a produção e a disseminação de informações sobre a violência contra as mulheres.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Senado em 25 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.