Os dados são do Salic (Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura), do Ministério da Cultura, e foram consultados em 27 de agosto de 2026. Os números podem sofrer alterações conforme a plataforma é atualizada.
Lista completa
- apresentação – o interessado apresenta a proposta ao Ministério da Cultura, que pode autorizar a captação de até determinado valor.
- captação – o proponente procura pessoas físicas ou empresas interessadas em apoiar o projeto.
- aporte – o patrocinador deposita o dinheiro em uma conta e pode descontar esse valor do Imposto de Renda devido, dentro dos limites legais.
- sem captação – se ninguém fizer o aporte, o projeto pode estar autorizado, mas não terá recebido recursos nem provocado renúncia fiscal.
Volume supera o registrado nos 4 anos de Bolsonaro; governo diz que vai manter a expansão.
O Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Thiago Leandro, afirma que o resultado reflete uma mudança na forma como o governo trata o mecanismo: “Para esse governo, cultura não é gasto, é investimento”.
Ele afirma que o ministério pretende manter a expansão da Lei Rouanet nos próximos anos, caso Lula venha a ser reeleito. Segundo ele, a ampliação deve acompanhar a demanda por projetos e patrocinadores: “A ideia é seguir crescendo com responsabilidade, mas seguir aumentando o investimento, porque é um bom investimento, retorna mais do que [é investido].”.
A ampliação dos recursos depende da definição, na peça orçamentária, do limite de renúncia fiscal que poderá ser utilizado pela Lei Rouanet.
O secretário disse que o ministério acompanha a demanda por projetos e a procura de empresas por patrocínios para negociar com a Fazenda e o Planejamento a necessidade de elevar esse limite.
Segundo ele, o governo não fixa antecipadamente um valor para a lei, porque a captação varia conforme a quantidade de projetos aprovados e o interesse dos patrocinadores.
Um estudo da FGV (Fundação Getulio Vargas) ajuda a dimensionar o retorno econômico do mecanismo. A pesquisa analisou 100% dos projetos que receberam recursos da Lei Rouanet em 2024 e rastreou a movimentação financeira associada às iniciativas.
O Ministério da Cultura usa a metodologia do estudo como referência para estimar o impacto econômico dos recursos captados nos anos seguintes. Segundo a pasta, os pesquisadores consideram que a relação pode ser reproduzida em outros anos, embora o levantamento original tenha utilizado dados de 2024.
Os projetos culturais precisam de aprovação prévia do Ministério da Cultura para captar investimentos do setor privado e de empresas públicas. A verba destinada pelas empresas a essas ações é abatida do Imposto de Renda devido.
O projeto cultural precisa cumprir os seguintes requisitos.
PETROBRAS DOMINA APORTES DE ESTATAIS.
No ranking dos projetos com maior volume de captação liberado em 2026, destacam-se planos plurianuais voltados ao período de 2027 a 2030 de grandes orquestras e museus.
Antes de o recurso ser transferido para a conta do projeto, o governo emite a autorização de captação. O valor autorizado pelo Ministério da Cultura em 2026 supera o efetivamente captado, uma vez que cabe aos proponentes buscar patrocinadores no mercado.
Os dados do sistema sofrem atualizações contínuas ao longo de todo o ano.
Em números
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