O que a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia fazer diante dos fatos de que a avaliação de seu governo piora sem parar desde julho e de que na prática está empatado com Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
O que mais virá nesta eleição no meio da lama da guerra jurídico-policial? Alexandre de Moraes e André Mendonça estão à beira das vias de fato, do duelo, no Supremo e muito mais.
Difícil saber o que o eleitorado vai fazer disso.
O que vai fazer o petismo-lulismo? Esperar vazamento mortífero de inquérito policial que prejudique a candidatura de direita e extrema direita? Esperar que a lembrança reiterada da ficha corrida de Flávio convença alguns eleitores "nem-nem.
Passou o efeito Bolsonaro-Vorcaro. Lula enfim teria discurso novo a fazer que não soasse como oportunismo? Por quatro anos, discurso novo não houve.
000). O lulismo acha que pode ganhar um par de pontos percentuais de votos relembrando na TV, no rádio e noutros meios de campanha que fez isso ou aquilo? Talvez um par de pontos.
Talvez, apenas, porque a avaliação do governo vai na direção do fundo do poço de Lula 3. É a mesma do derrotado candidato à reeleição Jair Bolsonaro em 2022.
A essa altura da campanha, em 2014, Dilma Rousseff tinha avaliação fraca, mas positiva, com saldo de 12 pontos (36% de "ótimo/bom" e 24% de "ruim/péssimo"). Lula tem agora 31% de "ótimo/bom" e 42% de "ruim/péssimo", saldo negativo de 11 pontos, a mesmíssima situação de Jair Bolsonaro no início do setembro pré-eleitoral de 2022.
A nota de Lula apenas é positiva entre o eleitorado de renda igual ou inferior a dois salários mínimos, e por margem pequena (39% de "ótimo/bom" ante 33% de "ruim/péssimo").
Na "classe média" das categorias da amostra do Datafolha (dois a cinco salários mínimos), tem 23% de "ótimo/bom" e 50% de "ruim/péssimo", quase desaprovação por maioria absoluta.
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