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Política Revisado por ULTRA AI

Relatos de violência, acolhimento e orientação marcam rotina das atendentes do Ligue 180

Profissionais da central relatam casos de cárcere privado, violência familiar e medo das vítimas. Serviço registra mais de 1 milhão de atendimentos nos primeiro

4 min de leitura
Relatos de violência, acolhimento e orientação marcam rotina das atendentes do Ligue 180

A Central de Atendimento às Mulheres (Ligue 180), em Brasília, recebe diariamente ligações de mulheres em situação de violência que buscam orientação, acolhimento ou apoio para denunciar agressões.

Atendentes do Ligue 180 contam como é atender mulheres vítimas da violência.

Do outro lado da linha, o trabalho das atendentes contraria o ditado popular "em briga de marido e mulher não se mete a colher" para acolher e orientar mulheres vítimas de violência.

O g1 foi até a central para mostrar a rotina de atendentes que estão do outro lado da linha e ajudam mulheres que procuram o serviço em busca de informação, orientação ou para denunciar uma situação de violência.

🔎 O Ligue 180, gerenciado pelo Ministério das Mulheres, é um serviço de utilidade pública que acolhe mulheres e orienta sobre direitos, serviços e políticas públicas.

Nos sete primeiros meses deste ano, a central registrou mais de um milhão de atendimentos nos primeiros sete meses deste ano.

Outra colaboradora resumiu o sentimento de ajudar as mulheres como “satisfação e dever cumprido”.

A central reúne cerca de 370 profissionais, entre atendentes, psicólogas, gestoras e capacitadoras. As equipes recebem acompanhamento psicológico semanal, individual ou coletivo, para lidar com o impacto emocional dos relatos de violência ouvidos diariamente.

Especialistas contam como é o apoio psicológico para as atendentes do Ligue 180.

Apesar da sensação de gratificação por ajudar vítimas, a rotina na central também é marcada por situações difíceis.

Uma das atendentes lembrou o caso de uma mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro e sem apoio da própria família.

Em outro atendimento, quem procurou ajuda foi uma criança.

Outra situação foi de uma criança de 10 anos. Ele telefonou para contar o que estava acontecendo com a mãe dele. Estava muito nervoso e com muito medo de que algo pior acontecesse", afirmou.

Uma atendente também contou sobre o caso de uma idosa que sofria violência praticada pelo próprio filho.

Apoio e capacitação psicológica para as atendentes.

As profissionais que trabalham na Central de Atendimento às Mulheres recebem acompanhamento psicológico regular para lidar com os impactos da atividade.

Fabiana Emir da Silva, coordenadora de Psicologia e Treinamento da central, explica que a preparação das atendentes busca equilibrar acolhimento e distanciamento profissional.

Segundo a coordenadora, as profissionais também são treinadas para evitar a revitimização das mulheres durante os atendimentos.

O acompanhamento psicológico acontece uma vez por semana, por cerca de uma hora e meia, e também pode ser acionado individualmente em situações de crise.

Nos sete primeiros meses de 2026, o Ligue 180 registrou mais de um milhão de atendimentos. Número que corresponde a 95% de todo o volume registrado no ano passado.

Segundo dados do Ministério das Mulheres, entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2026, foram realizados 1. 035. 647 atendimentos, uma média de 4. 884 por dia.

Para Estela Bezerra, secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres do Ministério das Mulheres, o aumento está relacionado principalmente à maior confiança no serviço e ao conhecimento sobre o Ligue 180.

Segundo ela, o crescimento também pode estar relacionado à maior exposição dos casos de violência contra as mulheres, principalmente por meio de imagens registradas por câmeras de segurança.

O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. As atendentes podem receber chamadas em português, espanhol e inglês.

A denúncia, identificada ou anônima, pode chegar à central por diferentes canais.

Após o registro da denúncia, o caso recebe um número de protocolo e é encaminhado aos órgãos competentes para a apuração criminal na Segurança Pública e no Ministério Público.

O órgão estadual responsável pelas políticas para as mulheres também é notificado.

É possível acompanhar o andamento da denúncia entrando em contato com o Ligue 180. Para isso, é necessário fornecer o CPF da pessoa denunciante ou o número do protocolo de atendimento.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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