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Reforma tributária: governo admite pagar R$ 0,39 por transação no 'split payment' aos bancos

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Reforma tributária: governo admite pagar R$ 0,39 por transação no 'split payment' aos bancos

Split payment': medida da Reforma Tributária reduz capital de giro das empresas.

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  • 💵 O "split payment" é um dos módulos do super sistema da Receita Federal, criado para viabilizar o pagamento dos tributos sobre o consumo em tempo real para o governo, estados e municípios — reduzindo a sonegação fiscal.
  • 🔎 O sistema também permitirá o ressarcimento de créditos tributários utilizados na cadeia anterior da produção, um dos pilares da reforma tributária. A ideia é que isso possa ser feito no mesmo dia, em horas.

A decisão ainda não é definitiva. Está pendente uma "avaliação jurídica, orçamentária e de conveniência e oportunidade, que tratará inclusive do instrumento de formalização de eventual remuneração e o seu escopo", diz relatório do grupo de trabalho.

De acordo com interlocutores, as tratativas iniciais envolviam valores maiores — rejeitados pelo governo.

A proposta em estudo contempla o pagamento após o desconto do chamado "float" dos bancos, período em que os recursos ficam no caixa das instituições financeiras antes de serem repassados ao governo — normalmente um dia.

Nesse intervalo, as instituições financeiras também obtêm lucro ao aplicar o dinheiro.

As instituições financeiras argumentam que a remuneração visa compensar "investimentos relevantes" do setor em tecnologia, infraestrutura e segurança para acoplar os meios de pagamento ao sistema que viabilizará o "split payment.

A deliberação sobre o valor a ser pago terá de ser feita até o fim deste ano, pois o chamado "split payment" entra em vigor a partir de 2027 de forma gradativa e opcional para as operações da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — novo tributo federal no âmbito da reforma tributária sobre o consumo.

Cumpre destacar que por se tratar de instrumento destinado ao recolhimento tanto da CBS quanto do IBS, quaisquer definições sobre ele devem ser tratadas conjuntamente com o Comitê Gestor do Imposto Sobre Bens e Serviços - CGIBS, composto por representantes de todos os Estados, Distrito Federal e Municípios", acrescentou o governo federal.

Bruno Medeiros Durão, advogado tributarista e especialista também em direito bancário, diz que os bancos precisarão adaptar toda suas infraestruturas tecnológicas para dialogar em tempo real com a Receita no "split payment.

Segundo ele, isso justificaria a cobrança de uma tarifa por transação.

O 'split payment' resolve um problema real, que é a sonegação na retenção de tributos, mas cria outro e alguém precisa pagar pela infraestrutura que viabiliza esse controle em tempo real.

Quando essa conta cai sobre o sistema financeiro, ela tende a ser repassada, direta ou indiretamente, para quem está na ponta da cadeia, seja o lojista, seja o consumidor final", avaliou.

Para o especialista, a discussão deverá estabelecer quem suportará esse custo e quais critérios serão utilizados para justificar a remuneração.

Para as empresas, a preocupação é evitar que uma nova despesa operacional seja incorporada ao custo das transações justamente durante o período de adaptação à reforma tributária", observou.

Por fim, ele chamou atenção ainda para o risco de judicialização caso a metodologia de cálculo da tarifa não seja transparente.

É preciso justificar tecnicamente o valor cobrado, sob pena de a discussão migrar do campo técnico para o contencioso. O questionamento da própria CGU já é um sinal de que os critérios de remuneração ainda precisam ser melhor fundamentados antes da implementação definitiva", disse.

A organização respondeu apenas que o setor financeiro segue em tratativas com o governo.

Essas discussões envolvem investimentos relevantes por parte do setor em tecnologia, infraestrutura e segurança que serão necessários para colocar o sistema em operação", afirmou, sem citar números.

Informou apenas que a "proposta em questão está em análise" no âmbito do grupo de trabalho.

Interlocutores da pasta informaram que a reforma tributária sobre o consumo estabelece uma remuneração às instituições por esse serviço — de modo que algo terá de ser pago aos bancos pelo investimento em sistemas.

Em números

  • Reforma tributária: governo admite pagar R$ 0,39 por transação no 'split payment' aos bancos

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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