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Política Revisado por ULTRA AI

PT defende reforma do Judiciário: “O povo quer saber a verdade”

4 min de leitura
Política — imagem padrão

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou, em vídeo publicado nesta 3ª feira (8.set. 2026), que “o povo brasileiro quer saber a verdade” sobre a crise no Supremo Tribunal Federal.

Edinho Silva diz que “tudo será apurado” e que “instituições sairão fortalecidas”; presidente do partido também convoca militância contra Flávio.

A publicação foi feita no mesmo dia em que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi afastado do cargo por determinação do ministro André Mendonça.

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Apesar de não citar nominalmente o ministro Alexandre de Moraes, as “denúncias” às quais o petista se refere tratam da troca de mensagens entre Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

O presidente do PT afirmou que, apesar de cobrar uma reforma no Judiciário, a sigla “acredita no bom funcionamento do STF”.

Na publicação, Edinho também convocou a militância do PT e a sociedade brasileira para não permitirem que as “forças do autoritarismo, as forças antidemocráticas, se aproveitem do legítimo sentimento de mudança do povo e mintam para as brasileiras e brasileiros”.

Segundo ele, essas “forças” são representadas pelo senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo seu pai e ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL).

Edinho colocou o PT e a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como contraposição à atuação de Flávio –que, segundo o petista, “carrega mais bandeira dos Estados Unidos do que a nossa própria bandeira”.

No vídeo, declarou: “O presidente Lula, o povo brasileiro conhece e sabe dos seus compromissos com a democracia, com as famílias e com a estabilidade das nossas instituições.

Não queremos que o Brasil seja controlado por milícia”.

A fala em favor das instituições se aproxima do discurso adotado pela oposição: se com Bolsonaro havia críticas contundentes à Suprema Corte, com Flávio o tom é mais moderado.

No ato da direita pelo 7 de Setembro, por exemplo, o candidato e seus aliados direcionaram as críticas a Moraes, e não ao Supremo como um todo.

A crise envolvendo ministros da Suprema Corte teve início em 1º de setembro. O ministro André Mendonça determinou a retirada do sigilo de ação sobre a investigação do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e das mensagens trocadas com o ministro Alexandre de Moraes.

Em uma das mensagens, Vorcaro perguntou ao ministro se deveria deixar o país 2 dias antes de ser preso. “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, escreveu a Moraes em 15 de novembro de 2025.

No dia seguinte, voltou a questionar: “Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?”.

Em uma outra conversa, Vorcaro pediu que Moraes tratasse do caso com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O banqueiro pediu que Moraes tentasse sensibilizar Andrei a adiar uma eventual ação da corporação.

As mensagens citando Andrei causaram um pedido de afastamento e prisão preventiva do diretor-geral da PF protocolado pelo Partido Novo.

Nesta 3ª feira (8.set), Mendonça decidiu pelo afastamento de Andrei. A justificativa é de que a medida é necessária para que o STF, a Advocacia Geral da União e a PF “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”.

Eis a íntegra da decisão (PDF – 296 kB).

Andrei é próximo ao presidente. Além de ter sido segurança de Lula na campanha de 2022, também foi responsável pela segurança da então presidente Dilma Rousseff (PT) durante a campanha presidencial de 2010.

Ele foi indicado ao cargo em dezembro de 2022 pelo então ministro da Justiça e atual ministro do STF, Flávio Dino. Leia aqui a trajetória de Andrei Rodrigues.

O Planalto ainda não se manifestou a respeito do afastamento do diretor-geral da PF.

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