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Sindicato da PF critica afastamento de diretores e alerta para impacto na corporação

SinpecPF manifesta apoio a Andrei Rodrigues e Leandro Almada e afirma que disputas políticas não podem comprometer a estabilidade da Polícia Federal

3 min de leitura
Sindicato da PF critica afastamento de diretores e alerta para impacto na corporação

O Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SinpecPF) manifestou nesta terça-feira (8) apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e ao diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, afastados por decisão liminar do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A entidade criticou o que classificou como uso político do Judiciário e alertou para possíveis reflexos da medida sobre o funcionamento da PF. “O SinpecPF repudia o uso político do Poder Judiciário para atingir a Polícia Federal por meio de seus dirigentes.

Divergências e disputas de natureza política não devem se sobrepor à autonomia e à estabilidade de uma instituição de Estado, especialmente às vésperas de uma eleição presidencial, nem comprometer o seu regular funcionamento”, afirmou o sindicato em nota.

A entidade representa os servidores administrativos da Polícia Federal em todo o País e informou que o quadro reúne cerca de 2 mil profissionais. Sindicato cita risco à estabilidade interna No posicionamento, o SinpecPF também destacou que a Polícia Federal é formada por milhares de servidores responsáveis pelo funcionamento administrativo e operacional da instituição.

Por isso, qualquer medida que atinja sua direção merece atenção, especialmente pelos possíveis reflexos sobre a continuidade dos serviços e sobre os próprios servidores”, informou.

Andrei Rodrigues e Leandro Almada foram afastados a partir de pedido apresentado pelo Partido Novo. A maioria dos ministros da Segunda Turma do STF acompanhou a decisão de André Mendonça, mas o julgamento foi interrompido após pedido de vista de Gilmar Mendes.

Delegados também questionam medida A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) também se posicionou contra a forma como o afastamento foi determinado.

A entidade, que representa 2,3 mil delegados, afirmou que a retirada do diretor-geral do cargo deveria ocorrer por decisão do plenário do Supremo, e não por decisão individual de um ministro, mesmo quando submetida posteriormente à análise de um colegiado.

A associação classificou o momento como de “crise institucional grave” e afirmou que a Polícia Federal e sua direção passaram a ser alvo de procedimentos que, em sua avaliação, afetam a estabilidade interna da corporação.

As duas entidades, portanto, concentram as críticas nos possíveis efeitos institucionais do afastamento e na forma como a decisão foi tomada, enquanto a liminar permanece em vigor e o julgamento no Supremo continua pendente.

Sindicato cita risco à estabilidade interna.

Em números

  • Administrativos da Polícia Federal em todo o País e informou que o quadro reúne cerca de 2 mil profissionais
  • A entidade, que representa 2,3 mil delegados, afirmou que a retirada do diretor-gera

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Fontes consultadas

  • A Críticalink