Luiz Inácio da Silva mais uma vez, e como sempre, cultuou a si no primeiro ato oficial de uma campanha em moto contínuo desde que a anterior oficialmente terminou, em outubro de 2022.
Lula, sem dúvida, é o principal ativo do PT; a insistência na exaltação da figura alimenta a suspeita de que seja o único.
O partido se propõe a comandar o país pela sexta vez em 24 anos e o que lhe ocorre fazer para convencer o eleitorado a aderir ao plano é apresentar um muito bem montado e produzido show de sessão nostalgia.
Um espetáculo para lembrar a quem não se lembra ou não viu acontecer a trajetória de superações e lutas do "brasileiro igualzinho a você" —como diz antigo slogan—, que escapou da fome, virou líder sindical, capitaneou a esquerda no país, enfrentou prisões, elegeu-se presidente e agora se propõe a bater o próprio recorde do terceiro para o quarto mandato no comando da República.
Itinerário vitorioso e incomum o bastante para justificar o destaque do personagem na política do Brasil.
Nenhum dos demais oponentes toca a fundo nesses temas, além de passarem ao largo da urgência de se retomar territórios e frear o avanço da dominação pelo crime organizado.
Ficam todos devendo, embora o ônus da cobrança caia mais fortemente sobre Lula. Não sem motivo: em quase 12 anos de mandato não usou sua popularidade nem os dotes de excelsa criatura que julga ter para fazer enfrentamentos, implementar reformas necessárias e mexer de fato com as estruturas patrimoniais envelhecidas do Brasil.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.