Ir para o conteúdo
Política Revisado por ULTRA AI

Presidente da Petrobras diz que estatal avalia exportar gás natural

Presidente da empresa, Magda Chambriard afirma que demanda asiática pode pesar na decisão. Leia no Poder360.

4 min de leitura
Política — imagem padrão

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta 5ª feira (27.ago. 2026) que a estatal avalia exportar no futuro o gás natural produzido no pré-sal. Segundo a Reuters, a operação envolveria liquefazer o combustível ainda em alto-mar e transportá-lo em navios especializados.

Presidente da empresa, Magda Chambriard afirma que demanda asiática pode pesar na decisão.

Magda falou com jornalistas durante entrevista coletiva conjunta com a Seatrium, em Singapura. A executiva participou no mesmo dia da cerimônia de batismo das plataformas P-80 e P-82, construídas pela empresa asiática para operar no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

As unidades devem começar a produzir em 2027 e poderão processar, cada uma, 12 milhões de m³ de gás por dia.

Em sua fala, a presidente da companhia destacou que a Ásia, que já é o principal destino do petróleo exportado pela estatal, também poderia se tornar o maior mercado para o gás brasileiro diante do crescimento da demanda na região.

De acordo com a Reuters, a Seatrium poderia participar do projeto fornecendo uma unidade flutuante de liquefação, conhecida pela sigla FLNG. O equipamento receberia o gás extraído no mar, faria o tratamento e a liquefação e transferiria o produto para navios metaneiros.

A capacidade de processamento das P-80 e P-82, portanto, não corresponde à infraestrutura de liquefação necessária para exportar o combustível.

Para ser transportado por navios, o gás precisa ser resfriado a cerca de 162°C negativos. O processo o transforma em GNL (gás natural liquefeito) e reduz seu volume em aproximadamente 600 vezes.

No destino, o produto é novamente transformado em gás em terminais de regaseificação e enviado aos consumidores por gasodutos.

Magda não informou quando a Petrobras poderia iniciar as exportações nem quanto seria necessário investir. A executiva afirmou que definir como liquefazer o gás produzido no mar será o próximo passo da avaliação.

A produção brasileira de gás natural da Petrobras foi de 619 mil barris de óleo equivalente por dia no 2º trimestre de 2026, segundo o relatório mais recente de produção e vendas da companhia.

O volume cresceu 1% em relação ao trimestre anterior e 10,7% na comparação com o mesmo período de 2025. O indicador, entretanto, inclui o gás reinjetado nos reservatórios e não comercializado e, por isso, não representa o montante disponível para venda ou exportação.

Eis a íntegra do documento (PDF – 1 MB).

Parte do gás produzido no mar é reinjetada nos reservatórios por razões técnicas, como a manutenção da pressão e o aumento da recuperação de petróleo. Em outros casos, porém, a insuficiência de gasodutos e de instalações de processamento limita o transporte do combustível até a costa.

A liquefação em alto-mar abriria uma rota alternativa para esses volumes, permitindo seu embarque em navios e reduzindo a dependência da construção de novos gasodutos.

No 2º trimestre de 2026, as vendas e o consumo interno de gás pela estatal somaram 45 milhões de m³ por dia, alta de 7,1% em 1 ano, mas queda de 2,2% ante o 1º trimestre.

A Petrobras entregou ao mercado 38 milhões de m³ diários de gás nacional, importou 7 milhões de m³ por dia da Bolívia e disponibilizou mais 1 milhão de m³ por dia por meio da regaseificação de GNL.

Em números

  • As unidades devem começar a produzir em 2027 e poderão processar, cada uma, 12 milhões de m³ de gás por dia
  • A produção brasileira de gás natural da Petrobras foi de 619 mil barris de óleo equivalente por dia no 2º trimestr
  • A Petrobras entregou ao mercado 38 milhões de m³ diários de gás nacional, importou 7 milhões
  • De m³ por dia da Bolívia e disponibilizou mais 1 milhão de m³ por dia por meio da regaseificação de GNL

Fontes consultadas

Leia também

Mais em Política