Karina Gama, produtora do filme 'Dark Horse', e o deputado Mario Frias (PL-SP) são alvos de ação da Polícia Federal, que cumpre mandados de busca nesta quinta-feira (10).
Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em operação relacionada ao financiamento do filme. Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) foram alvos da ação.
Duas entidades de propriedade de Karina também teve buscas de agentes da PF: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente, sempre afirmou que não foram utilizados recursos públicos no filme. Ele não é investigado neste inquérito.
Conforme ressalta o relatório da investigação, "tais fatos chamam a atenção porque a Go Up Entertainment é a empresa responsável pelo filme Dark Horse, acerca da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tem como produtor executivo o deputado federal Mário Frias.
Chama a atenção a coincidência temporal das gravações com o período da referida comunicação, bem como a natureza das despesas, que envolvem hotel de alto padrão e refeições, além de despesas com produtoras", diz a PF no relatório.
A TV Globo entrou em contato com a defesa de Karina Ferreira da Gama, mas ainda não obteve resposta.
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta, Mário Frias classificou como “cortina de fumaça” a operação da Polícia Federal que realizou buscas em sua residência.
O parlamentar negou irregularidades, afirmou que vai colaborar com as investigações e entregar todos os documentos necessários e disse acreditar que o caso será arquivado.
🎥 O filme "Dark Horse" (termo em inglês para "azarão") passou a ser alvo de investigações após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
Dino derruba sigilo de ação sobre Dark Horse.
A Polícia Federal (PF) aponta que, além do deputado federal Mario Frias, os parlamentares Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) também assinaram emendas parlamentares para uma organização presidida por Karina Gama.
Esses valores, porém, não foram efetivamente pagos.
A PF destaca que Marcos Pollon é eleito pelo Mato Grosso do Sul, e Bia Kicis pelo Distrito Federal. As emendas analisadas, porém, foram destinadas ao estado de São Paulo.
Essa diferença entre o estado pelo qual os parlamentares foram eleitos e o local que recebeu os recursos, segundo os investigadores, pode indicar descumprimento das regras que exigem uma relação entre a origem da emenda e o estado beneficiado.
O ministro Flávio Dino autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Make Up, realizada conjuntamente pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).
A ação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.
Dino é o responsável por autorizar esse tipo de ação porque ele é o relator de processos no Supremo que investigam irregularidades no repasse desses recursos públicos, enviados por parlamentares para suas bases eleitorais.
O ministro também determinou a aplicação de medidas cautelares contra Mario Frias, proibindo o parlamentar de deixar o país e de manter qualquer contato com os demais investigados no inquérito que apura desvios de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.
Polícia Federal mira Mario Frias e produtora de Dark Horse.
Em números
- PF suspeita que ao menos R$ 750 mil de verbas públicas foram desviadas para produtora
- PF suspeita que ao menos R$ 750 mil de verbas públicas foram desviadas para produ
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