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Política Revisado por ULTRA AI

PF investiga Casas Bahia por suspeita de “maquiagem contábil”

Polícia Federal apura se juros em vendas parceladas foram omitidas para diminuir bônus de funcionários

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## Polícia Federal apura se juros em vendas parceladas foram omitidos para diminuir bônus de funcionários.

A PF (Polícia Federal) investiga uma possível “maquiagem contábil” da Casas Bahia para reduzir ou evitar o pagamento de bônus e premiações a gerentes de lojas. A apuração busca identificar se a varejista manipulou dados financeiros em seus sistemas internos para diminuir a base de cálculo da remuneração variável dos funcionários.

A investigação tem como ponto central o sistema de metas da empresa, que usa o faturamento das unidades para calcular os bônus dos gerentes, segundo informações do portal Metrópoles.

A suspeita é de que a Casas Bahia tenha excluído os juros de vendas parceladas desses relatórios, contabilizando apenas o “valor à vista” dos produtos e, com isso, reduzindo artificialmente o faturamento que serve de referência para as premiações.

Entre as ferramentas tecnológicas sob análise da PF estão o PRWEB e o Looqbox, sistemas utilizados pela Casas Bahia para acompanhar metas relacionadas a mercantil, móveis, serviços e crédito próprio.

Segundo a investigação, essas plataformas teriam sido usadas para produzir números que não refletem integralmente o faturamento das vendas.

Os investigadores reuniram documentos que embasam a suspeita. Gerentes da varejista relataram não ter recebido integralmente as premiações devidas. Ao questionar a empresa, teriam sido informados de que os juros cobrados nos carnês pertenciam a bancos parceiros.

A PF, porém, dispõe de ofícios do Banco Central e do Bradesco que contradizem essa versão. Os documentos indicariam que a própria Casas Bahia era responsável pelas operações de crédito e que a parceria com o banco não abrangia o crediário por carnê.

Com base nesses elementos, a PF apura a possível ocorrência de fraude ou falsificação. Os investigadores também avaliam se a prática teria alcance nacional, dado que os mesmos sistemas internos eram usados por lojas da companhia em diferentes regiões do país.

Em nota, a Casas Bahia afirmou não ter sido notificada sobre nenhuma investigação. “O Grupo Casas Bahia informa que não foi notificado sobre qualquer investigação relacionada ao tema mencionado.

A companhia reitera que atua em conformidade com a legislação e seus processos de governança e permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários, caso seja formalmente procurada”, disse a empresa.

O plano de reestruturação da varejista prevê o fechamento de 298 lojas e a demissão de 1. 900 a 3. 000 funcionários. Renato Franklin, CEO do Grupo Casas Bahia, afirmou que os fechamentos foram feitos em “onda única”, já considerando uma possível deterioração do mercado no próximo ano e para “não gerar ansiedade por mais ajustes”.

Franklin disse ainda que, com os fechamentos, a empresa eliminou “todas as lojas que estavam na UTI”. Em relação às parcerias com empresas de marketplace, o executivo declarou que a companhia vai priorizar margens de lucro nos canais on-line e reduzir o volume de vendas não rentáveis.

Cerca de 1. 900 funcionários foram demitidos antes da entrada com o pedido de recuperação judicial, segundo o jornal Valor Econômico. Contudo, na 3ª feira (18.ago.

2026), a juíza Katarina Mousinho de Matos, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, suspendeu provisoriamente as demissões realizadas pela empresa entre 13 e 17 de agosto de 2026.

A liminar atendeu a pedido da CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio) e também proíbe novos desligamentos em massa vinculados ao plano sem intervenção sindical prévia.

A decisão determinou ainda que a Casas Bahia restabeleça, de forma provisória, os vínculos empregatícios dos funcionários atingidos.

Fontes

Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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