## Infantino foi criticado por propor criação de empresa para vender 20% dos ativos da Copa do Mundo a investidores privados.
A campanha on-line que pede a saída de Gianni Infantino da presidência da Fifa (Federação Internacional de Futebol) chegou, nesta 5ª feira (20.ago. 2026), à marca de 15.
O site do movimento, chamado Infantino Out, reúne textos jornalísticos para justificar a petição e afirma que a iniciativa é “independente, feita por cidadãos e não associada a nenhum clube ou organização”.
O grupo afirma que “o presidente da Fifa consolidou o poder pessoal, reescreveu as próprias regras da organização para se manter no cargo e priorizou amizades políticas e receitas em detrimento do futebol, dos jogadores e dos direitos humanos”.
Infantino foi criticado durante a Copa do Mundo de 2026 pela aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano). Em 8 de agosto, a entidade emitiu um comunicado público em defesa de seu dirigente e denunciou um “esforço coordenado” de opositores para enfraquecer e minar a sua gestão.
Na última 2ª feira (17.ago), o diretor de operações da Fifa, Kevin Lamour, deixou o cargo semanas depois de criticar abertamente a gestão de Infantino. Lamour se opôs publicamente ao plano de venda de ativos, afirmando que os funcionários haviam sido enganados e que o projeto atendia a interesses pessoais do mandatário.
A saída do diretor ocorre em um momento de crescente pressão política. Confederações de peso, como a Uefa, a Confederação Asiática e a Concacaf, fazem oposição à reeleição do dirigente e solicitaram uma revisão independente sobre sua conduta.
Paralelamente, a organização de direitos humanos FairSquare acionou o comitê de governança da Fifa para pedir que ele seja considerado inelegível, argumentando que a busca por um novo mandato desrespeita o limite máximo de 3 gestões previsto pelo próprio regulamento da entidade.
Fontes
Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.