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Política Revisado por ULTRA AI

Origem da crise é o desrespeito à Constituição

A responsabilidade não é do sistema; é de quem comanda e opera os Poderes ao arrepio das regras e rituais

2 min de leitura
Política — imagem padrão

Estava escrito nas estrelas das disfuncionalidades da República que este momento de degradação nas relações, atuações e reputações chegaria.

O enunciado da Constituição sobre a divisão harmônica e autônoma de atribuições entre os três Poderes não está lá por acaso nem é obra de diletantismo do colegiado constituinte.

É preceito básico, pré-requisito essencial ao regime democrático. Aquele em nome de cuja retomada inscreveram-se as normas que passariam a valer depois de 21 anos de submissão do Legislativo e do Judiciário ao mando do Executivo hipertrofiado —a ditadura.

De lá para cá, o país sofreu e venceu solavancos que testaram a firmeza do desenho institucional de 1988. Não está conseguindo, no entanto, resistir à inaptidão da geração subsequente em seguir os passos dos arquitetos da redemocratização.

Em meio a autoritarismos, voluntarismos, populismos, usurpação de funções e agressão a ritos e regras, assistimos a uma deterioração de condutas cuja solução passa longe da culpa do aludido sistema ao qual se pedem reformas, na tentativa de fugir da responsabilidade que é de seus condutores e operadores.

O chefe do Executivo houve por bem se escorar em magistrados permeáveis a alianças no Judiciário, a fim de contornar dificuldades num Legislativo interesseiro e arisco.

Alheios às consequências, entraram numa espiral descendente de desmoralização compartilhada.

A eleição presidencial se dá em ambiente de rejeição e desencanto; o Supremo Tribunal Federal vive um impasse de gravidade inédita e o Congresso não dispõe de lideranças com estatura institucional à altura do desafio.

O túnel é escuro e o poço sem fundo. A resposta em outros tempos esteve na política, que perdeu tônus e protagonismo quando decidiu se dedicar primordialmente aos negócios e terceirizar suas funções a juízes com pendores políticos e vocação para santos guerreiros.

Queira o bom senso que a saída não esteja em acertos para estancar a sangria com Supremo e com tudo.

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Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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