A empresa é apontada pela investigação como uma das organizações usadas para redistribuir recursos dentro de uma rede que recorria a “laranjas” para ocultar a movimentação e a titularidade de valores provenientes de supostos desvios de recursos públicos.
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Veja a cronologia das investigações sobre 'Dark Horse.
A Ultra IP, que anteriormente se chamava William Silva Ferreira Representações, aparece na investigação como uma das empresas que, além de receber valores expressivos do ICB, fazia transferências posteriores para outros integrantes da rede financeira.
O único sócio da organização era Anderson Souza Mendes, que, segundo a investigação, tinha como última ocupação formal registrada a de servente de obras, com remuneração média entre um e dois salários mínimos.
Para a PF, empresas como a Ultra IP atuavam como “redistribuidoras dos recursos”, recebendo valores do ICB e realizando posteriormente transferências para outros integrantes da rede investigada.
A investigação aponta que, entre 2024 e 2026, os envolvidos teriam usado pessoas físicas e jurídicas interpostas para ocultar e dissimular a origem, a localização, a movimentação e a titularidade de valores provenientes de supostos desvios de recursos públicos federais.
Segundo a PF, as circunstâncias encontradas indicam, em tese, o uso de pessoas jurídicas como instrumentos para a circulação e a ocultação de valores.
Em números
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