Figura importante do bolsonarismo, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) cobrou prestação de contas do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), três dias antes de operação da PF (Polícia Federal) que atinge a produtora do filme.
Nesta quinta-feira (10), a PF fez uma ação de busca e apreensão que atingiu a produtora da obra, a Go Up, a dona da empresa, Karina Ferreira da Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP).
Segundo a PF, a ação ocorre em meio de apuração que aponta movimentação financeira da "ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado" que, como mostrou a Folha, fazem parte de uma teia na qual também está imerso o filme sobre Bolsonaro.
Para mim tem que ter prestação de contas, para mim tem que abrir tudo. Se não tem nada, mostra tudo. É simples assim", afirmou o parlamentar durante entrevista.
Nikolas também cobrou de Mario Frias, que foi produtor-executivo do filme e um dos parlamentares que repassaram emendas para empresas de Karina, que ele prestasse as contas da obra.
Inclusive o Mario Frias, pedir para ele aqui, para fazer a prestação de contas, inclusive falou que ia vir à tona e até agora não falou nada, tá sumido inclusive", disse.
O parlamentar também citou acusação de suposta "rachadinha" envolvendo Frias, dizendo achar que ele deveria vir a público explicar também a acusação. "Está muito calado, está muito sumido, não estou entendendo.
Frias é suspeito de "rachadinha" em seu gabinete, depois de revelados comprovantes de pagamento e extratos bancários de uma ex-funcionária que sinalizariam a devolução de parte do salário a pessoas ligadas ao parlamentar.
Ele nega qualquer irregularidade no caso envolvendo a rachadinha ou o filme.
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