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Política Revisado por ULTRA AI

Ministério Público pede manutenção da prisão preventiva de Deolane

Gaeco diz que influenciadora seria “principal integrante do núcleo financeiro” de esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Leia no Poder360.

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## Gaeco afirma que a influenciadora seria “principal integrante do núcleo financeiro” de esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça na 5ª feira (20.ago. 2026) a manutenção da prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e dos demais réus da Operação Vérnix.

A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, o Primeiro Comando da Capital.

No pedido, o MP-SP afirmou que o esquema estava dividido em 3 frentes: a decisória, integrada pelo líder do PCC, Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Alejandro Camacho, irmão de Marcola; a operacional e a financeira, da qual Deolane faria parte.

No documento, assinado pelo promotor Lincoln Gakiya, o MP-SP afirma que a influenciadora seria “a principal integrante do núcleo financeiro, verdadeiro caixa da organização criminosa, praticando atos de ocultação e dissimulação de valores de origem ilícita por meio de contas vinculadas a ela ou às suas empresas, além da conversão de tais valores em bens de elevado valor econômico”.

O requerimento foi apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, porque a lei exige a reavaliação da necessidade de manutenção da prisão preventiva a cada 90 dias.

De acordo com o Gaeco, os elementos que serviram de justificativa para a prisão preventiva de Deolane continuam válidos. Entre eles, a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.

Deolane está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior do Estado de São Paulo.

A operação Vérnix, deflagrada em maio, investigou o uso de uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP) como empresa de fachada. Segundo a apuração, a estrutura teria sido usada para movimentar dinheiro da cúpula do PCC e repassar valores a familiares de Marcola e a terceiros.

Além de Deolane, na ocasião foi preso Everton de Souza, conhecido como Player. Ele é apontado como operador financeiro da organização. Também houve mandados contra o irmão de Marcola e contra os sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Paloma e Leonardo permanecem foragidos. Segundo o MP, essa situação reforça a necessidade da manutenção da prisão preventiva dos outros réus. Marcola e Alejandro Camacho já estão presos na Penitenciária Federal de Brasília.

A investigação começou em 2019 e, em 2021, a operação Lado a Lado identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro e uso da transportadora como braço financeiro da facção.

A apreensão do celular de Ciro César Lemos, apontado como operador central do esquema, abriu uma frente de investigação sobre repasses a Deolane.

Segundo a apuração, imagens de depósitos para contas de Deolane e Everton foram encontradas no aparelho de Ciro. A investigação afirma que a influenciadora tinha vínculos pessoais e de negócios com um dos gestores fantasmas da transportadora.

Em 18 de julho, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou um pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados de Deolane.

A defesa pedia a sua transferência para uma Sala de Estado-Maior ou para a prisão domiciliar. Salas de Estado-Maior são espaços em unidades das Forças Armadas ou em forças auxiliares, sem características de cela, como grades.

A prerrogativa de recolhimento em Sala de Estado-Maior é prevista para advogados inscritos na OAB. A desembargadora Renata William Rached Catelli, relatora do caso, justificou que, por ter sua inscrição suspensa, Deolane não pode usufruir do direito.

Fontes

Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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