A Abrinjor (Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas) lançou o Poranga Marandúa – Manual de Redação do Jornalismo Indígena, que busca orientar profissionais da comunicação na cobertura sobre povos indígenas a partir das perspectivas dos próprios povos.
O material reúne orientações sobre práticas, conceitos e abordagens para a cobertura e busca combater estereótipos, racismo, invisibilidade e representações inadequadas dos povos indígenas na imprensa.
Produzido coletivamente pela Abrinjor, o manual passou por um grupo de trabalho formado por profissionais indígenas das áreas de comunicação, jornalismo e pesquisa.
O documento foi discutido durante o primeiro encontro de indígenas jornalistas do Brasil e depois validado pelos 68 integrantes da rede, pertencentes a 46 povos.
A publicação é dividida em uma parte histórico-conceitual, que aborda a organização do movimento indígena e a trajetória da comunicação e do jornalismo indígena no Brasil, e outra voltada a recomendação para a cobertura.
Entre as orientações, o manual recomenda respeitar os calendários e as regras das comunidades durante visitas aos territórios, não classificar comunidades indígenas simplesmente como rurais e escrever os nomes dos povos com inicial maiúscula e sem plural.
Fundação Gabo abre inscrições para workshop gratuito de jornalismo investigativo.
Prêmio reconhece reportagens sobre envelhecimento e qualidade de vida.
Formação em segurança digital para comunicadoras negras recebe inscrições até 25 de setembro.
O material também aborda cuidados com a exposição de fontes e personagens, direito à imagem, preconceito linguístico, expressões racistas e estereótipos. A publicação ainda apresenta verbetes sobre conceitos relacionados aos povos indígenas.
A primeira edição está disponível online, de forma gratuita.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.