O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que acredita nas declarações do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sobre investigação que o envolve e disse que não pretende pedir o encerramento do caso.
O filho do presidente é alvo de ao menos três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de pedidos da Polícia Federal (entenda mais abaixo).
Segundo o presidente, o processo deve seguir seu curso normal na Justiça.
Ele jura que não tem nada. Eu acredito nele. Mas já disse: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho", declarou.
A declaração foi dada durante entrevista aos podcasts "Não Inviabilize" e "As Cunhãs", no Palácio da Alvorada.
Dino autoriza terceiro inquérito contra Lulinha.
Ao ser questionado sobre investigações em andamento, Lula afirmou que é delicado para um presidente da República emitir opiniões sobre casos sob análise da Justiça.
É muito difícil um presidente dar parecer, muito delicado. Isso pode não ser bom para um presidente, chefe do país", disse.
O presidente também fez referência às investigações das quais foi alvo e à prisão decorrente da Operação Lava Jato, posteriormente anulada pela Justiça.
Quero que ele faça como eu fiz. Fiquei preso e saí mais erguido.
Segundo Lula, apenas o próprio Lulinha sabe o que ocorreu no caso investigado.
Só ele sabe a verdade. Se não fez, como jura, brigue. Se é culpado, contrate advogado. Eu estou muito tranquilo", afirmou.
Na entrevista, Lula também comentou a investigação relacionada ao Banco Master e afirmou que sempre defendeu a punição de eventuais responsáveis por irregularidades.
Quem tiver errado que pague o preço", reforçou o presidente, como já disse em outras ocasiões.
Ele afirmou ainda que espera uma conclusão rápida dos processos em andamento. "E que a Justiça saia da morosidade e entregue logo", declarou.
Ao abordar as investigações sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lula afirmou que a própria administração federal detectou as irregularidades e comunicou os órgãos responsáveis.
O presidente enfatizou que o governo já havia adotado medidas como prisões, devolução de recursos e punição de entidades investigadas antes do avanço da pressão política sobre o caso.
🔎A operação é a Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Ela investiga um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, por meio de cobranças feitas por associações e entidades sem autorização dos beneficiários.
O primeiro inquérito apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde.
Um segundo investiga um suposto favorecimento a empresários na Dataprev.
Já o terceiro busca apurar a atuação de um grupo que teria mantido negócios ilícitos em áreas do governo federal.
As investigações foram autorizadas pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino, do STF.
Esta reportagem está em atualização.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.