O líder do PL no Senado, senador Carlos Portinho (RJ), defendeu nesta 4ª feira (2.set. 2026) o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diante dos questionamentos sobre a relação com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Carlos Portinho afirmou que o caso envolvendo o ministro é mais grave por, segundo ele, envolver tráfico de influência no Judiciário.
Portinho afirmou que o caso envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), é “muito mais grave”.
A declaração ocorre após a divulgação de informações sobre as relações de Vorcaro com Flávio e com Moraes.
Segundo Portinho, a relação de Flávio com Vorcaro envolve um contrato privado e não tem recursos públicos. O senador afirmou que, por isso, não haveria obrigação de divulgação dos documentos ou de escrutínio por órgãos de controle.
Portinho afirmou que o caso de Flávio é diferente de um contrato de milhões envolvendo a mulher de um ministro do STF.
Questionado sobre o fato de Flávio ter afirmado que o último pagamento havia sido feito em maio, mas posteriormente ter surgido a informação de um pagamento em setembro, Portinho disse que o episódio estaria sendo usado para desviar a atenção de outros casos.
Para o senador, os questionamentos sobre Flávio e Vorcaro são uma “cortina de fumaça” em meio a outros episódios envolvendo integrantes dos Poderes.
Portinho também afirmou que a oposição está em meio a uma “guerra de narrativas” contra o grupo político de Bolsonaro. “É lógico que dentro da guerra de narrativas, a esquerda, no momento eleitoral, vai tentar se apegar a qualquer coisa”, declarou.
O senador foi questionado sobre a promessa de Flávio Bolsonaro de apresentar documentos que comprovem os pagamentos relacionados ao contrato. Portinho disse que a responsabilidade pela prestação de contas seria da produtora envolvida no contrato.
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