Há 20 anos, o Museu da Língua Portuguesa abria suas portas para o público na capital paulista chamando a atenção por se dedicar a uma língua como patrimônio imaterial, em constante reinvenção pelos seus falantes.
Lista completa
- Quando – de 22 de agosto a 8 de novembro.
- dias e horários – de 3ª feira a domingo, das 9h às 16h30 (com permanência até as 18h).
- preço do ingresso – R$ 25 (inteira) e R$ 12,50 (meia).
- onde comprar – na bilheteria ou pela internet.
- entrada gratuita – para crianças até 7 anos e às terças-feiras e aos domingos.
Luz da Língua ficará em cartaz de agosto até 8 de novembro; entrada às terças-feiras e aos domingos é gratuita.
Luz da Língua, a nova exposição temporária da instituição, revisita a trajetória de duas décadas do museu no Brasil e internacionalmente e explora destaques do acervo, revelando como e porque se tornou a casa da língua portuguesa no mundo.
Localizado na Estação da Luz, o museu é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Com curadoria de Isa Grinspum Ferraz e assistência curatorial de Marcelo Macca, Luz da Língua reúne parte do conteúdo encontrado em experiências da exposição principal do museu, documentos originais, vídeos e fotografias.
A identidade visual e a expografia são assinadas pelo Estúdio Bijari. Além disso, a exposição incorpora um espaço especial para que o público participe ativamente da exposição por meio de atividades promovidas pelos núcleos Educativo, de Articulação Social e Centro de Referência –um convite para explorar a inventividade da língua e criar memórias sobre o museu.
Luz da Língua começa com uma instalação audiovisual criada por Leandro Lima a partir de trechos de vídeos do acervo do museu. Com cerca de 26 minutos, a obra exibe artistas e estudiosos declamando poemas, cantando versos de canções ou refletindo sobre a língua portuguesa –entre eles, a atriz e cantora Zany Tentehar cantando “Língua”, de Caetano Veloso; o xamã indígena Davi Kopenawa falando em yanomami sobre sua relação com a língua portuguesa; e o escritor português Valter Hugo Mãe comentando que sua palavra preferida no português do Brasil é borogodó.
No final da linha do tempo, um vídeo original produzido pelo Centro de Referência do Museu da Língua Portuguesa apresenta depoimentos de pessoas de diversas idades, origens e ocupações sobre suas experiências com a instituição.
O material dá uma dimensão da pluralidade de vozes que passam pelo museu –desde 2006, já são mais de 5,6 milhões de visitantes.
O público será o grande protagonista da 3ª sala. Nela, os Núcleos Educativo e de Articulação Social, além do Centro de Referência, vão oferecer uma série de jogos, oficinas, contações de histórias e outras atividades, para diversas faixas etárias, tendo a língua como tema.
Os materiais produzidos poderão ser levados pelos visitantes ou pendurados em um enorme varal presente no espaço expositivo.
Dez modelos de cartões-postais, com fotografias dos espaços do museu e de sua fachada ficam disponíveis para o público utilizá-los para escrever mensagens aos amigos e à família.
O envio será realizado pela equipe do museu.
Ao olhar para o passado do museu, a mostra temporária Luz da Língua revela que a língua é o melhor retrato de um povo e também o seu mais poderoso instrumento de transformação.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência SP, em 24 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Em números
- Dá uma dimensão da pluralidade de vozes que passam pelo museu –desde 2006, já são mais de 5,6 milhões de visitantes