O repasse foi citado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino na decisão em que autorizou a operação da Polícia Federal desta 5ª feira (10.set. 2026) contra a dona da produtora, Karina Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP).
Publicitário diz que deputado Mario Frias (PL-SP) pediu o repasse e que estava “desesperado”.
A informação foi revelada pela colunista Malu Gaspar, de O Globo. Leia a íntegra do documento (PDF- 886KB).
O filme foi gravado em São Paulo de 20 de outubro a 7 de dezembro de 2025, enquanto a comunicação financeira analisada abrange o período de 10 de novembro a 30 de dezembro de 2025.
A corporação destaca a “coincidência temporal” entre as gravações e a movimentação financeira, assim como a natureza das despesas da Go Up identificadas no período.
Entre os principais destinatários dos recursos da produtora estavam empresas de hotelaria, alimentação e produção.
008,52 e afirma que a movimentação coloca “em questão o lastro financeiro” para sustentar as transferências feitas à empresa de Karina Gama em menos de 60 dias.
Em outro trecho, a corporação diz que os valores enviados por Frias à Go Up são “materialmente incompatíveis” com os rendimentos declarados pelo deputado e com os créditos identificados nas contas bancárias analisadas.
Para a PF, isso faria com que Frias ultrapassasse a condição de mero autor das emendas e figurasse como “participante ativo da engrenagem financeira sob investigação”.
Karina Gama, sócia da Go Up Entertainment, também preside o ICB e a ANC (Academia Nacional de Cultura).
Go Up – despesas no período das filmagens: a PF identificou pagamentos a hotel de luxo, alimentação e produtoras durante período que coincide parcialmente com as gravações de “Dark Horse”.
Operação Make Up – Dino autorizou a operação da PF e da CGU sobre suspeitas envolvendo emendas e o financiamento de “Dark Horse”.
Buscas – autorizou 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Frias e Karina – o deputado e Karina Gama, sócia da produtora do filme, estão entre os alvos.
Proibição de contato – investigados não podem se comunicar entre si.
Investigação no STF – manteve as diligências no inquérito sob sua relatoria sobre possíveis irregularidades na execução de emendas parlamentares.
Crimes investigados – a apuração envolve suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
O Poder360 procurou o gabinete de Frias por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da operação. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Em números
- Ex-marqueteiro de Flávio repassou R$ 1 milhão à produtora de “Dark Horse”
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