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Política Revisado por ULTRA AI

Especialista: Dívidas e inflação afetam varejo mais que taxa das blusinhas

Em entrevista ao CNN Money, o CEO da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, afirmou que endividamento das famílias e alta dos preços têm impacto maior sobre o

5 min de leitura
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O Congresso Nacional deu início aos trabalhos da comissão mista responsável por analisar a Medida Provisória que extingue a chamada "taxa das blusinhas". O relatório deve ser votado pelo colegiado na próxima segunda-feira (31), às 16h.

Em entrevista ao CNN Money, José Faria Júnior, CEO da Wagner Investimentos, avaliou os impactos econômicos da medida sobre o varejo brasileiro. Segundo ele, a taxa das blusinhas não produziu os efeitos esperados sobre o comércio nacional.

Para ter uma melhora efetiva aqui no comércio, aparentemente não", afirmou. Para o CEO, embora tenha ocorrido uma redução considerável nas compras de produtos importados, não foi possível observar uma melhora nas vendas do varejo formal diretamente atribuída à cobrança do imposto.

Impacto sobre o comércio informal e as famílias de menor renda José Faria Júnior destacou que a taxação prejudicou especialmente pessoas que utilizavam as compras no exterior como fonte de renda complementar.

Isso de fato prejudicou muito esse tipo de comércio informal", disse. Ele ressaltou que cerca de 70% dos consumidores dessas plataformas pertencem às classes C, D e E, que já enfrentam forte pressão sobre o orçamento doméstico devido à inflação de alimentos e ao custo elevado do crédito.

O especialista apontou que a combinação de juros altos, endividamento crescente e inflação de itens essenciais forma um cenário desfavorável ao consumo. "Você junta uma renda apertada, com produtos essenciais subindo, com um imposto em taxa de blusinha, crédito caro, você tem aí um coquetel bastante ruim para consumo", afirmou José Faria Júnior.

Ele mencionou ainda que mais de 10 milhões de pessoas pagam atualmente o rotativo do cartão de crédito, o que compromete ainda mais a capacidade de consumo das famílias.

Transformações estruturais no varejo Além dos fatores macroeconômicos, José Faria Júnior chamou atenção para as mudanças estruturais no setor varejista, aceleradas pela pandemia.

O crescimento expressivo de plataformas como Amazon e Mercado Livre alterou profundamente os hábitos de consumo, com os brasileiros optando cada vez mais pelas compras online.

Essa mudança de negócio muitas vezes não foi muito bem percebida por essas empresas", avaliou. Diante desse cenário, José Faria Júnior concluiu que a taxa das blusinhas tem relevância limitada frente aos desafios mais amplos do setor.

Empresas como Marisa e Casas Bahia, segundo ele, já enfrentavam dificuldades anteriores relacionadas a modelos de negócio ultrapassados e problemas societários.

A taxa da blusinha perto disso não é tão relevante", afirmou, destacando a capilaridade de distribuição das grandes plataformas digitais como fator determinante para o futuro do varejo.

https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/fgts-vai-distribuir-r-13-bi-em-lucros-saiba-como-receber/.

Em entrevista ao CNN Money, o CEO da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, afirmou que endividamento das famílias e alta dos preços têm impacto maior sobre o setor do que a taxação de importados.

O Congresso Nacional deu início aos trabalhos da comissão mista responsável por analisar a Medida Provisória que extingue a chamada "taxa das blusinhas". O relatório deve ser votado pelo colegiado na próxima segunda-feira (31), às 16h.

Em entrevista ao CNN Money, José Faria Júnior, CEO da Wagner Investimentos, avaliou os impactos econômicos da medida sobre o varejo brasileiro. Segundo ele, a taxa das blusinhas não produziu os efeitos esperados sobre o comércio nacional.

Para ter uma melhora efetiva aqui no comércio, aparentemente não", afirmou. Para o CEO, embora tenha ocorrido uma redução considerável nas compras de produtos importados, não foi possível observar uma melhora nas vendas do varejo formal diretamente atribuída à cobrança do imposto.

José Faria Júnior destacou que a taxação prejudicou especialmente pessoas que utilizavam as compras no exterior como fonte de renda complementar. "Isso de fato prejudicou muito esse tipo de comércio informal", disse.

Ele ressaltou que cerca de 70% dos consumidores dessas plataformas pertencem às classes C, D e E, que já enfrentam forte pressão sobre o orçamento doméstico devido à inflação de alimentos e ao custo elevado do crédito.

O especialista apontou que a combinação de juros altos, endividamento crescente e inflação de itens essenciais forma um cenário desfavorável ao consumo.

Você junta uma renda apertada, com produtos essenciais subindo, com um imposto em taxa de blusinha, crédito caro, você tem aí um coquetel bastante ruim para consumo", afirmou José Faria Júnior.

Ele mencionou ainda que mais de 10 milhões de pessoas pagam atualmente o rotativo do cartão de crédito, o que compromete ainda mais a capacidade de consumo das famílias.

Além dos fatores macroeconômicos, José Faria Júnior chamou atenção para as mudanças estruturais no setor varejista, aceleradas pela pandemia.

O crescimento expressivo de plataformas como Amazon e Mercado Livre alterou profundamente os hábitos de consumo, com os brasileiros optando cada vez mais pelas compras online.

Essa mudança de negócio muitas vezes não foi muito bem percebida por essas empresas", avaliou.

Diante desse cenário, José Faria Júnior concluiu que a taxa das blusinhas tem relevância limitada frente aos desafios mais amplos do setor. Empresas como Marisa e Casas Bahia, segundo ele, já enfrentavam dificuldades anteriores relacionadas a modelos de negócio ultrapassados e problemas societários.

A taxa da blusinha perto disso não é tão relevante", afirmou, destacando a capilaridade de distribuição das grandes plataformas digitais como fator determinante para o futuro do varejo.

Em números

  • Ele mencionou ainda que mais de 10 milhões de pessoas pagam atualmente o rotativo do cartão

Fontes consultadas

  • CNN Brasillink

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