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Política Revisado por ULTRA AI

Dino amplia acesso da PF às provas do Dark Horse; investigadores avaliam concentrar apuração no STF

Desconfiança sobre a investigação em São Paulo é o pano de fundo de uma disputa que reforça o Supremo como palco de apurações com potencial de impacto na campan

4 min de leitura
Dino amplia acesso da PF às provas do Dark Horse; investigadores avaliam concentrar apuração no STF

Sadi: Investigação sobre Dark Horse deve ser federalizada.

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar a Polícia Federal (PF) a acessar integralmente o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo na investigação sobre a produtora do filme Dark Horse tem dimensão técnica, mas tem também uma dimensão política e institucional muito importante.

A medida permite que os investigadores federais analisem diretamente as provas e pode abrir caminho para uma discussão sobre a federalização do caso.

Dino autorizou a PF a acessar não apenas os relatórios produzidos pela Polícia Civil, mas também documentos, dados brutos extraídos das mídias apreendidas e registros da cadeia de custódia — o histórico de como as provas foram coletadas, armazenadas e analisadas.

Na prática, os investigadores federais poderão examinar diretamente o material original e fazer sua própria análise. A decisão atende a um pedido da própria PF.

Nos bastidores, investigadores avaliam que o próximo passo pode ser a discussão sobre a federalização das apurações. A ideia seria concentrar no STF, sob a relatoria de Dino, as diferentes frentes relacionadas ao financiamento do filme.

A discussão poderia ser provocada por dois caminhos: um pedido da própria PF ou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Isso não significa que a federalização esteja decidida.

É apenas um dos próximos movimentos considerados possíveis por investigadores.

Mas há um pano de fundo ainda mais importante.

O pedido da PF para acessar também os dados brutos mostra que os investigadores federais não querem trabalhar apenas com o material selecionado e analisado pela Polícia Civil.

Eles querem examinar as provas originais e tirar suas próprias conclusões.

Tarcísio diz que cumprirá decisão do STF para compartilhar documentos de ONG de 'Dark Horse' e nega atraso em investigação sobre o filme em SP.

Na prática, a decisão também sinaliza uma desconfiança institucional em relação à condução da investigação pela Polícia Civil de São Paulo.

E é exatamente nesse ponto que o caso entra na campanha eleitoral.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, saiu publicamente em defesa da Polícia Civil paulista. Ele classificou como desrespeitosas as críticas de que a investigação teria sido “segurada” em São Paulo.

O caso, portanto, deixa de ser apenas uma disputa sobre a investigação policial e ganha dimensão política. De um lado, a PF busca acesso direto e integral às provas.

De outro, Tarcísio defende a atuação da Polícia Civil de São Paulo.

O caso Dark Horse, porém, é apenas uma parte de uma disputa política mais ampla.

Isso porque a eleição de 2026 vai passar inevitavelmente pelo Supremo. Hoje, algumas das investigações com maior potencial de produzir desgaste para os principais campos políticos estão, de alguma maneira, orbitando o STF.

De um lado, estão as investigações relacionadas ao Dark Horse e ao Banco Master, que atingem o entorno político de Flávio Bolsonaro. O ministro André Mendonça também conduz uma frente relacionada à investigação sobre o filme.

Do outro, estão as apurações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e as investigações envolvendo Lulinha, com potencial de desgaste para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Essa última frente também está sob relatoria de Mendonça.

Ontem, a campanha de Lula comemorou a decisão de Dino. Tem reclamado nos bastidores do que classifica como ritmo do ministro Mendonça na investigação do Dark Horse, além de vazamentos no caso de Lulinha/lobista.

Já a campanha de Flávio Bolsonaro comemorou os vazamentos do caso Lulinha e se queixa da investigação do Dark Horse.

Isso significa que as campanhas não estão olhando apenas para pesquisas, alianças, palanques e horário eleitoral. Estão olhando também para o calendário das investigações, para os relatores no Supremo e para o que pode sair desses inquéritos até a eleição.

Esse talvez seja o principal aspecto político da decisão de Dino: a eleição é disputada nas ruas e nas urnas, mas também pode ser influenciada pelo andamento dos inquéritos da Polícia Federal e pelas decisões tomadas no Supremo.

GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink

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