## Segundo “Uol”, proposta de João Carlos Mansur inclui 17 anexos e se concentra em Daniel Vorcaro; acordo ainda não foi formalmente assinado.
João Carlos Mansur, ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos, entregou uma proposta de delação premiada à Procuradoria Geral da República.
O acordo ainda não foi formalmente assinado para ser enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso, a quem caberá analisar eventual homologação.
Segundo a repórter Natália Portinari, do Uol, o foco da proposta é Daniel Vorcaro, do Banco Master. Integram o documento 17 anexos com detalhes das suspeitas dos crimes financeiros.
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Mansur havia tentado anteriormente fazer uma delação em conjunto com Vorcaro, quando ambos eram clientes do advogado José Luís Oliveira Lima. A PGR e a Polícia Federal, na época, consideraram as informações prestadas por Vorcaro insuficientes.
A defesa de Mansur foi posteriormente assumida pelo criminalista Aloísio Medeiros.
De acordo com o Uol, Mansur afirma na delação que a Reag prestava serviços para o Master desde 2019, quando Vorcaro assumiu o controle do banco. Ele também relata que a Reag teria sido usada para desviar dinheiro do Master, com o uso de laranjas e estruturas offshores.
O ex-dono da Reag disse ainda que negociava diretamente com Vorcaro, que, segundo ele, tinha conhecimento dos desvios e os operava.
Mansur foi alvo de buscas na operação Carbono Oculto, que apura fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis com participação do PCC.
A Reag também aparece em apurações sobre o Banco Master. Segundo o Banco Central, fundos da Reag Trust estruturaram operações irregulares com o banco de julho de 2023 a julho de 2024.
Mansur também foi alvo da operação Compliance Zero, da PF, que investiga a emissão de títulos de crédito falsos e suspeitas de desvio de recursos ligados a Vorcaro.
Formalmente, o beneficiário deste fundo é Benjamim Botelho, ex-dono da gestora Sefer, também alvo da Compliance Zero. Segundo Mansur, no entanto, o verdadeiro dono do Jaguar é Vorcaro.
O Poder360 procurou a defesa de Mansur por e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da proposta de delação. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Procurado pela reportagem do Uol, Wagner disse que a compra foi “um pedido pessoal a um amigo para que o ajudasse a conseguir os ingressos”. Ele acrescentou que não conhece Mansur nem tem relação com a Reag.
Outro político citado é o candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil), titular das cotas do fundo de investimento Seattle 95, administrado pela Reag até 2025.
Procurado pelo Uol, ACM Neto disse que o fundo foi “criado no final de 2021 por meio do aporte de recursos próprios de origem declarada e lícita”.
Ele acrescentou que, “para cumprimento das regras da CVM, o fundo contratou a Reag Investimentos como administradora desses recursos. O fundo, portanto, era cliente da Reag, à época uma das principais administradoras de fundos do país”.
Neto argumenta também que “a rentabilidade obtida pelo fundo foi completamente compatível com a realidade do mercado e todos os impostos foram devidamente recolhidos.
Tudo transcorreu com total transparência, com dados públicos e regulados pela CVM, na mais absoluta legalidade”.
Fontes
Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.