O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) é candidato ao Governo de Minas Gerais. O anúncio encerrou semanas de idas e vindas. Líder nas pesquisas em todos os cenários de primeiro e segundo turno, ele faltou à convenção estadual da legenda por estar em luto pela morte do irmão Matheus, vítima de leucemia.
Entendendo que a ausência era um sinal de falta de comprometimento, o partido cancelou o projeto e ele reagiu dizendo que seguia candidato.
Na segunda-feira (3), bastante emocionado e ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, anunciou a desistência de sua candidatura. No entanto, no dia seguinte, pediu a palavra na convenção nacional para voltar atrás, pedindo que o partido lhe desse a oportunidade de seguir como candidato ao governo.
Na quarta (5), o PL lançou Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, para garantir palanque a Flávio Bolsonaro no estado. Dois dias depois, o Republicanos liberou a candidatura de Cleitinho.
Nos grupos de mensageria, as idas e vindas causaram bastante confusão e abriram espaço para que uma série de teorias fossem levantadas para explicar a indecisão na candidatura.
Entre as mensagens que assumiram um lado no período do recuo, mais de 6 em cada 10 trataram a desistência como sabotagem. Foi a narrativa dominante, com 63%, e se apoiou no argumento de que "ninguém abandona uma eleição ganha.
Diante disso, iniciou-se uma especulação sobre quem seria o responsável por boicotar Cleitinho.
Uma parte apontou para o STF e Flávio Dino, argumentando que estariam fazendo supostas ameaças relacionadas ao corte de emendas parlamentares, o que não tem qualquer comprovação.
Outra apontou para dentro da direita e mirou o presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen, e o deputado Nikolas Ferreira, tratado como "bezerro de ouro" e acusado de trabalhar contra nomes alinhados a Flávio Bolsonaro.
Marcos Pereira aparece em 12% das mensagens.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.