Candidato à Presidência pelo PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado), Hertz Dias, 55, diz que sua primeira medida, se eleito em outubro, seria reestatizar empresas como Petrobras, Embraer e Vale.
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- Advogada interrompe décadas de hegemonia de Eymael na candidatura do DC à Presidência.
- Única mulher negra candidata a presidente tem como promessa dobrar salário mínimo.
- Com maior patrimônio entre os presidenciáveis, Cury defende criar dez mil 'clubes de empreendedorismo.
- Candidato pela quarta vez pelo PCO, Rui Costa Pimenta defende armar população e dissolver PM.
- Candidato veterinário quer extinguir CLT e propõe 'Meu Botox, Minha Vida.
- Crítico do PT, candidato do PCB defende estatizar sistema financeiro e extinguir Senado.
- Candidato do PSTU propõe reestatizar totalmente Petrobras, Vale e Embraer.
A proposta é parte de um programa socialista que prevê ainda a expropriação do agronegócio e dos bilionários e a planificação da economia.
Natural de São José de Ribamar (MA), Dias é rapper, professor de história e militante trotskista. Sem pontuar nas pesquisas, ele volta às urnas em 2026 para sua quinta eleição.
Hertz está desde 2010 no PSTU —partido fundado em 1994 nascido de uma corrente expulsa do PT. Pela sigla, já concorreu a vice-governador do Maranhão (2010), vice-presidente (2018), prefeito de São Luís (2020) e governador de seu estado (2022).
O seu diagnóstico é que a disputa eleitoral precisa começar pela realidade material do país: desindustrialização, desemprego, insegurança alimentar e perda de direitos.
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Só a partir disso é possível explicar a defesa da expropriação dos bilionários e do agronegócio, a reestatização de empresas estratégicas e, em última instância, o socialismo.
No geral, a esquerda é muito abstrata. Nós já fomos muito isso. Defender socialismo é abstrato, defender revolução é abstrato, desmilitarização da polícia, reforma agrária etc.
Estamos tentando explicar o que é o mundo hoje, o que é o Brasil", diz.
Em um apartamento na Vila Mariana, na zona sul da capital paulista, Dias afirma que o Brasil está vivendo um "processo de esgotamento da Nova República" e "decadência" que compara à crise de 1929 e à ascensão do nazifascismo.
As ideologias não se propagam no vácuo. Tu tem que entender a base material disso. A extrema direita parte de questões concretas", diz. "Só que eles pegam isso e, a partir daí, apresentam saídas fáceis.
Então tem violência, castração química. Tem violência no Brasil, então vamos adotar aqui o modelo do [Nayib] Bukele.
Dias abandonou os estudos por volta de 15 ou 16 anos e voltou a estudar aos 23, por influência do hip-hop. Concluiu o ensino médio aos 26, entrou na faculdade no ano seguinte e se formou em história.
Hoje dá aulas nas redes estadual e municipal.
Em pesquisa Datafolha de julho, não pontuou. Ele atribui o desempenho ao que chama de "cordão sanitário nunca visto". Disse que a pré-candidatura não era citada com as demais mais competitivas por emissoras de televisão e criticou o fato de ter havido debate para o Governo do Estado de São Paulo com só dois candidatos.