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Política Revisado por ULTRA AI

Campanha de Lula segura “TariFlávio” para desgastar o senador depois

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Política — imagem padrão

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu deixar para mais adiante o uso do “TariFlávio”, apelido criado pelo partido para associar o senador Flávio Bolsonaro (PL) ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.

Lista completa

  • Com maior tempo, Lula estreia horário eleitoral mirando Flávio.

Apelido criado pelo PT associa Flávio Bolsonaro ao tarifaço dos EUA, mas fica em segundo plano diante da relação com Daniel Vorcaro.

A prioridade neste momento é explorar a relação do senador com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

A estratégia não será usada na estreia de Lula no horário eleitoral neste sábado (29.ago. 2026), nem nos primeiros programas. Com o maior tempo de propaganda entre os candidatos, o petista vai preferir apresentar realizações do governo e atacar o adversário com o episódio do “DarkHorse”.

O “TariFlávio” foi criado pelo PT durante a escalada das tarifas norte-americanas neste ano e passou a ser explorado nas redes sociais para desgastar o senador.

O partido também chegou a preparar respostas diferentes conforme o desfecho das negociações sobre as tarifas. A defesa da soberania nacional será um dos motes da disputa eleitoral.

A estratégia também resgata o histórico do episódio. Em 2025, Eduardo Bolsonaro apoiou o 1º tarifaço anunciado por Trump ao defender que a pressão econômica poderia favorecer a anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na época, a posição foi criticada até por aliados da direita, entre eles Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e o próprio Flávio Bolsonaro.

Sob o comando de Sidônio Palmeira, ministro da Secom, o Planalto passou a usar a palavra “soberania” como um dos pilares da comunicação do governo a partir do 2º semestre de 2025.

A estratégia contribuiu para melhorar a percepção sobre a gestão de Lula naquele momento. A aprovação chegou a 51%, superando pela primeira vez o percentual de desaprovação.

A campanha vai explorar a mais recente viagem de Flávio aos Estados Unidos. O senador participou de audiência pública promovida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), na qual pediu que Washington adiasse a aplicação da tarifa de 25% para depois das eleições brasileiras e defendeu uma negociação com um eventual governo dele.

Fontes consultadas

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