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Política Revisado por ULTRA AI

Dino diz que 'ultraprotagonismo' do Judiciário não é desejável, mas que STF não pode sair correndo

Ministro falou em redesenhar o espaço do Judiciário sem sacrifícios ao Estado Democrático de Direito

2 min de leitura
Política — imagem padrão

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta sexta-feira (28) em Salvador que o cenário de "ultraprotagonismo" do Judiciário não é desejável, mas defendeu que a corte não recue diante de pressões ou deixe de proteger direitos fundamentais.

É verdade que nós temos um ultraprotagonismo do Judiciário. E é verdade que isso não é desejável", afirmou Dino em uma palestra para estudantes da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Ele afirmou que o desafio é redesenhar o espaço ocupado pelo Judiciário no cenário político brasileiro, mas sem sacrifícios à essência do Estado Democrático de Direito.

O Supremo não deve ficar no centro da praça [dos Três Poderes], mas também não pode sair correndo da praça, como se tivesse em fuga, acossado, com medo de quem se sente contrariado por decisões.

Se o Supremo sai correndo, não fica nada hoje lá para poder garantir o cumprimento da Constituição", afirmou.

O ministro argumentou que parte da atuação do Judiciário ocorre para enfrentar problemas estruturais que não foram solucionados por outros Poderes. E citou decisões do STF relacionadas ao direito das famílias, saúde indígena, sistema penitenciário, letalidade policial e proteção ambiental.

Na sequência, destacou que a Justiça pode determinar metas, estabelecer prazos, acompanhar a execução de medidas e cobrar dos demais Poderes a execução de políticas públicas por meio dos processos estruturais.

Relator da ADPF 854, ação que trata da expansão das chamadas emendas de relator, Dino afirmou que os processos estão "quase prontos para julgar" e defendeu a necessidade de um amplo debate sobre as emendas.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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