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Política Revisado por ULTRA AI

Cães distinguem emoções negativas em rostos humanos, diz estudo

Pesquisa com ressonância magnética indica que animais processam medo, raiva e tristeza de formas diferentes no cérebro. Leia no Poder360.

4 min de leitura
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## Pesquisa com ressonância magnética indica que animais processam medo, raiva e tristeza de formas diferentes no cérebro.

O que faz com que um cão se afaste de uma pessoa mal-humorada, enquanto se aproxima discretamente e se encosta a alguém que está chorando? Todos nós já vimos esse tipo de comportamento —eles conseguem reagir aos nossos sentimentos.

A ciência também confirma que os cães têm emoções.

Essas habilidades sociais podem estar na base do sucesso dos cães em conviver com os seres humanos. Mas será que um cão consegue distinguir o rosto de uma pessoa com raiva do de alguém triste ou com medo.

Uma nova pesquisa publicada na revista científica iScience investigou essa questão e apresentou descobertas a partir de exames de ressonância magnética do cérebro de cães.

EXAMES DE IMAGEM DO CÉREBRO DOS CÃES.

Os cães são sensíveis aos rostos humanos. Eles olham por mais tempo para nossas expressões e sons emocionais do que para manifestações neutras.

Os cientistas, no entanto, não tinham certeza se os cães só diferenciavam “bom humor”, como felicidade, de “mau humor”, como raiva, medo ou tristeza, ou se tratavam essas expressões como indicadores de diferentes emoções.

O novo estudo, conduzido pelo neurocientista Raúl Hernández-Pérez, da Universidade de Viena, e seus colegas, investigou essa lacuna usando ressonância magnética para examinar o cérebro de cães de estimação enquanto eles observavam fotos de rostos humanos.

Com base em trabalhos anteriores, os pesquisadores encontraram evidências de que os cães realmente processam de maneira diferente imagens de distintas expressões emocionais humanas.

Os pesquisadores usaram aprendizado de máquina e demonstraram que, ao analisar o cérebro de um cão como um todo, uma região cerebral diferente era ativada para distinguir medo de tristeza —o giro suprasilviano rostral direito— daquela acionada para diferenciar medo de raiva.

Neste caso, a ativação ocorria no giro ectosilviano médio direito e no giro esplênio esquerdo.

A análise não detectou diferença nas áreas cerebrais ativadas quando os cães observavam imagens de raiva e tristeza humanas. O medo se destacou das outras emoções negativas.

Uma possibilidade é que medo e raiva simplesmente chamem mais a atenção dos cães do que a tristeza.

Outra pesquisa identificou que os cães reagem ao medo e à raiva mais rapidamente e com uma resposta física mais intensa, como o aumento da frequência cardíaca. Isso provavelmente ocorre porque essas são as expressões mais propensas a exigir uma reação rápida dos cães para que eles se mantenham seguros.

A tristeza tem menos chances de representar uma ameaça direta para cães que vivem com pessoas. Por isso, eles sentem menos urgência em reagir a ela. Sabemos que alguns cães não reagem com o comportamento heroico da Lassie tanto quanto gostaríamos de ver quando estamos em perigo.

Embora o número de participantes desta nova pesquisa tenha sido pequeno —8 e 12 cães nas 2 partes do estudo—, esta é a 1ª evidência, em uma prova de conceito baseada em ressonância magnética, de que o cérebro dos cães é capaz de distinguir 2 expressões faciais humanas de emoções negativas distintas.

Isso indica que a representação neural que os cães fazem das emoções humanas vai além de uma simples divisão de valência, entre boa e ruim.

O resultado mostra que a percepção da emoção nos outros, mesmo entre espécies diferentes, não é processada por um único “centro emocional” no cérebro, seja em cães, seres humanos ou outras espécies animais.

Ela está distribuída por uma rede de regiões que trabalham juntas como parte da vida social.

Os autores do estudo destacam que o uso de imagens estáticas de seres humanos é uma forma muito centrada nas pessoas de investigar como os cães interpretam nossos estados emocionais.

Sabe-se que os cães vivem em mundos sensoriais ricos, nos quais o cheiro e o som da fala humana também transmitem emoções, moldando a forma como os animais respondem às pessoas.

Até mesmo lobos que cresceram perto de seres humanos apresentam o mesmo tipo de resposta que os cães ao odor do medo humano.

Isso destaca o papel importante da aprendizagem, em contraste com as diferenças evolutivas no corpo dos canídeos ou na forma como eles reagem às pessoas. Os cães —e os lobos— aprendem sobre nós a cada interação.

Os cães são hábeis em observar, cheirar e ouvir nossas emoções. Eles aprendem como esses sinais antecipam nossos comportamentos em relação a eles e usam essas informações para conviver de forma harmoniosa com as pessoas.

Retribuir o favor e aprender mais sobre como os cães expressam suas próprias emoções parece ser o mínimo que podemos fazer.

Fontes

Informação baseada em material público de Poder360, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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