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Política Revisado por ULTRA AI

André do Prado chama Salles de ingrato, critica Marina e Tebet e defende Sabesp privatizada

Candidato ao Senado por SP, presidente da Alesp concorre pela primeira vez a cargo majoritário

4 min de leitura
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Há 32 anos na política, o deputado estadual André do Prado (PL-SP), 57, é o único entre os principais candidatos ao Senado por São Paulo que nunca exerceu um posto de nível nacional. Ele diz não ter receio de perder votos por isso e, para justificar, cita a ex-ministra Marina Silva (Rede), uma de suas adversárias.

"Ela foi eleita deputada federal por São Paulo e, como ministra do Meio Ambiente, não conheço nenhuma política pública que ela implementou ou fez para ajudar o estado", disse Prado, que está em seu quarto mandato seguido como deputado, em entrevista à Folha.

Além de Marina, André enfrentará a ex-ministra Simone Tebet (PSB) e o deputado federal Ricardo Salles (Novo), que foi ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) —e a quem o deputado estadual chama de ingrato por ter virado as costas a aliados que o ajudaram a se eleger.

Em sua primeira campanha para um cargo majoritário, André do Prado concorre em chapa junto com o candidato do PP, Guilherme Derrite.

No mais recente Datafolha, o deputado estadual aparece com 11% das intenções de voto, tecnicamente empatado, dentro da margem de erro de dois pontos, com Salles (13%) e Derrite (10%). Marina (18%) e Tebet (16%) aparecem empatadas em primeiro lugar.

Natural de Guararema, cidade a 80 km da capital paulista, André é filiado ao PL desde 1992, quando foi eleito vereador de sua cidade. Apadrinhado na política pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ocupa, desde 2023, a presidência da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). É o primeiro mandatário da Casa Legislativa a ser reeleito para o cargo em uma mesma legislatura —a lei estadual precisou ser alterada para permitir isso.

Aliado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), André se coloca nas redes como o braço direito do governador e defende as políticas implementadas, incluindo a privatização da Sabesp, criticada pela oposição em meio à falta de água no estado.

André presidiu a sessão que aprovou a privatização da Sabesp, em 2023. A sessão foi interrompida pelo confronto entre manifestantes e a Polícia Militar, que lançou gás lacrimogêneo no plenário. O local foi temporariamente evacuado, e a oposição recusou-se a retornar, pedindo que a votação fosse adiada –o que não aconteceu. A desestatização foi aprovada por 62 votos a 1, com os deputados da base utilizando máscaras para não inalar o gás.

Qual será a sua bandeira eleitoral? Municipalismo, que é a defesa dos municípios, políticas públicas de forma geral. Vamos defender todas as bandeiras: segurança pública, agronegócio, desenvolvimento econômico e saúde, que vai ser uma das principais pautas. Também trabalharemos a segurança pública. Sou a favor de diminuir a maioridade penal e diminuir a progressão de penas. Nos crimes bárbaros, como homicídios, latrocínios e feminicídios, o criminoso tem que cumprir a pena integral, sem progressão.

Como o sr. vê as alegações feitas por Ricardo Salles de que o sr. não é de direita? Ele diz que não me vê como direita, porque não foi o escolhido do Tarcísio e da família Bolsonaro [para o Senado], por causa da última eleição [à Prefeitura de São Paulo, em 2024]. Salles ficou contrariado [ao não ser escolhido o candidato do PL, que decidiu apoiar a reeleição de Ricardo Nunes (MDB)] e resolveu sair do partido. Saiu atirando, falou mal da família Bolsonaro, que foi quem abriu as portas para ele ter a votação que teve [a deputado federal, em 2022]. Salles é um ingrato.

Sempre fui de direita, conservador. Ser de direita é querer um Estado mais enxuto para sobrar mais dinheiro para investimento, ter uma economia mais liberal para poder fazer o que temos feito em São Paulo, com parcerias público-privadas.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Poderlink

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