Estimativa indica queda de 13,2% ante a safra anterior; chuva irregular pode afetar o plantio.
O levantamento, no entanto, não aponta uma causa específica para a redução estimada. O clima, porém, aparece entre os fatores que podem influenciar o desempenho das lavouras ao longo dos próximos meses.
A previsão para setembro, outubro e novembro indica chuva próxima ou acima da média em Mato Grosso do Sul, mas com risco de distribuição irregular.
As temperaturas também devem permanecer acima da média, com possibilidade de períodos de calor intenso. A combinação exige atenção principalmente no início do plantio, quando a falta de umidade suficiente pode comprometer a germinação das sementes.
Por isso, a autorização para semear não significa que todos os produtores entrarão no campo no dia estipulado para o início da safra.
A semeadura poderá seguir até 31 de dezembro. Antes disso, o vazio sanitário permanece em vigor até 15 de setembro e proíbe a manutenção de plantas vivas de soja nas propriedades rurais.
A regra vale também para plantas que nascem espontaneamente depois da colheita, chamadas de guaxas ou tigueras.
A medida busca reduzir a sobrevivência do fungo que causa a ferrugem-asiática durante a entressafra. Sem plantas de soja no campo, o ciclo do agente causador da doença é interrompido e a quantidade de fungos disponíveis para atingir a safra seguinte tende a diminuir.
Nos dias que antecedem o plantio, produtores também concentram o trabalho na análise do solo, adubação, revisão de máquinas e compra de insumos. Áreas ocupadas pelo milho segunda safra ainda passam pela dessecação antes de receber a soja.
O analista técnico da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Lucas Santana, afirma que o controle deve ocorrer antes da semeadura.
Comentários
Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.
Carregando comentários…