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Polícia procura suspeito após mãe encontrar filha morta na sala

3 min de leitura
Polícia procura suspeito após mãe encontrar filha morta na sala

Sem resposta pelo celular, mulher usou escada para entrar na casa; filho de 3 anos está com a avó paterna.

A Polícia Civil iniciou buscas para localizar Aparecido de Sousa Doirado, de 46 anos, apontado como possível autor da morte de Adriele dos Santos, de 34 anos. Ela foi encontrada morta pela própria mãe na tarde deste sábado (29), dentro da residência onde morava, no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande.

Adriele dos Santos, de 34 anos, foi encontrada morta pela própria mãe dentro de sua residência no Bairro Santo Antônio, em Campo Grande, na tarde de sábado (29).

A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e busca Aparecido da Silva Dourado, de 46 anos, apontado como possível autor. A suspeita é de morte por asfixia.

Se confirmado, Adriele será a 25ª vítima de feminicídio no Mato Grosso do Sul em 2025.

Aparecido teria deixado o imóvel com o filho de 3 anos. Um familiar que chegou ao local, porém, esclareceu que a criança está sob os cuidados da família. Adriele também era mãe de outra criança, um pouco mais velha.

A ausência de Adriele começou a preocupar os parentes quando ela parou de responder pelo celular, algo considerado incomum. A mãe foi até a residência, na Rua Brasil Central, chamou pela filha e bateu no portão, mas não foi atendida.

Como o imóvel estava trancado, ela usou uma escada para conseguir entrar. Ao chegar à sala, encontrou a filha morta. A mulher permaneceu no endereço, bastante abalada, enquanto as equipes policiais realizavam os procedimentos.

Segundo a delegada Larissa Franco, o feminicídio é a principal linha de investigação. Após a conclusão dos trabalhos no imóvel, a equipe começou as diligências para localizar Aparecido.

A suspeita inicial é de que Adriele tenha morrido por asfixia. A perícia ainda deverá apontar se houve estrangulamento, quando algum objeto comprime o pescoço, ou esganadura, provocada diretamente pelas mãos.

Segundo a delegada, não foram identificadas outras lesões aparentes no corpo. “É uma asfixia, por estrangulamento ou esganadura. Isso ainda vai ser confirmado pela perícia técnica”, explicou.

Asfixia é o termo geral usado para a falta de oxigênio no organismo e pode ter diferentes causas. Quando ela ocorre pela compressão do pescoço com corda, fio, cinto ou outro objeto, há estrangulamento.

Já a esganadura acontece quando essa pressão é feita diretamente com as mãos, o braço ou outra parte do corpo.

A polícia verificou que Adriele não possuía medida protetiva contra o possível autor. Também não foram localizados registros recentes de ocorrência envolvendo os dois em situação de violência doméstica.

A existência de episódios anteriores de agressão ainda será investigada com familiares.

Delegada também não confirmou se câmeras de segurança registraram o último momento em que Adriele esteve com Aparecido. As imagens ainda serão recolhidas e analisadas.

A informação de que a mãe teria sido alertada pela ex-mulher do suspeito igualmente não havia sido confirmada pela Polícia Civil.

Caso a investigação confirme que Adriele foi morta por razão de gênero, ela será a 25ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul neste ano.

Fontes consultadas

  • Campo Grande Newslink

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