Conforme apurado pela reportagem, vítima foi surpreendida e não teve tempo sequer para reagir aos disparos.
Judicrei Rossate da Cunha, de 57 anos, chegou de surpresa à loja de aviamentos da irmã, Vera Lúcia Rossate da Cunha, de 59, e já entrou atirando contra ela na tarde desta quarta-feira (16), no Bairro Zé Pereira, em Campo Grande.
Segundo a delegada da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Analu Lacerda Ferraz, o homem teria agido por vingança após culpar a irmã pela internação para tratamento contra o vício em drogas.
Conforme a investigação preliminar, não houve discussão ou qualquer tempo para que Vera reagisse. Judicrei teria sacado um revólver calibre 38 assim que chegou ao comércio, efetuado o disparo contra a irmã e tirado a própria vida em seguida.
Ainda conforme a amiga, Vera havia mudado o comportamento nos últimos dias e demonstrava estar com medo. Ela teria pedido a pessoas próximas que a avisassem caso Judicrei aparecesse nas proximidades da loja.
Outra amiga, ouvida pela reportagem, contou que todos os vizinhos já estavam alerta, e quando Judicrei costumava aparecer pelas redondezas, ela trancava a loja e ficava dentro do estabelecimento aguardando ele ir embora.
Hoje não deu tempo, ninguém viu ele. Eu tinha atravessado há pouco tempo, e quando cheguei no vizinho a gente ouviu o tiro. Cheguei lá e vi ela caída e ele agonizando", contou.
A Deam recolheu imagens de câmeras de segurança que registraram o momento do crime. Segundo a delegada, as gravações estão em posse da polícia e não serão divulgadas por mostrarem toda a dinâmica do assassinato e do suicídio.
Conforme apurado pela reportagem, tudo aconteceu em poucos minutos, e a vítima sequer teve tempo para reagir.
Familiares e testemunhas ainda serão ouvidos. A delegada também informou que vai levantar o histórico policial do homem. O caso é tratado como feminicídio seguido de suicídio.
Se você vive ou testemunha alguma forma de agressão, denuncie. O 180 atende 24 horas e pode orientar e acolher. Em situações de risco imediato, ligue 190. Seu gesto pode salvar uma vida.
A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.
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