Na sexta-feira, o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, informou que o grupo alemão Bertelsmann, controlador da Afya, maior rede de ensino universitário de Medicina do Brasil, avaliava uma combinação de negócios com a Yduqs.
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Ainda segundo a publicação, dois altos executivos da Bertelsmann estiveram em São Paulo na semana passada e se reuniram no Bank of America (BofA) para discutir a potencial combinação de negócios.
Nesta segunda-feira (24), a Yduqs confirmou que mantém tratativas com a Afya sobre uma possível combinação das companhias. A empresa ressaltou, porém, que as conversas estão em estágio inicial e que não há, até o momento, acordo, contrato ou compromisso vinculante entre as partes.
A Yduqs afirmou ainda que não há garantia de que as negociações resultarão na assinatura de documentos definitivos ou na conclusão da operação. Segundo a companhia, ela avalia continuamente oportunidades estratégicas e considera a consolidação do setor uma importante alavanca para a geração de valor aos acionistas.
O Itaú BBA vê mérito estratégico na operação, considerando a presença geográfica das empresas, embora as discussões ainda estejam em estágio inicial. A atuação das empresas na área de educação médica parece ser geograficamente complementar, com a Afya tendo uma presença mais forte no Norte e Nordeste, enquanto o braço médico da YDUQS tem maior exposição ao Sudeste.
Uma eventual plataforma combinada teria 5. 888 vagas em cursos de medicina, o equivalente a cerca de 15% do mercado, segundo cálculos do banco. Com isso, a companhia resultante poderia se tornar a maior instituição de ensino médico do país em número de vagas.
O Itaú BBA também vê potencial para sinergias de custos e comerciais, embora destaque que ainda há pouca visibilidade sobre seu tamanho e sobre a estrutura estratégica e financeira de uma eventual transação.
A disparidade de avaliação entre as companhias também ajuda a explicar a forte reação de YDUQ3. Atualmente, a Yduqs negocia a 4,8 vezes o lucro por ação (P/L) estimado para 2026, enquanto a Afya é avaliada em 8,4 vezes.
Para o Itaú BBA, parte dessa diferença reflete a maior exposição da Afya à educação médica e a valorização atribuída pelo mercado ao segmento.
Nesse contexto, uma eventual combinação poderia evidenciar o valor dos ativos de educação médica da Yduqs e reduzir parte do desconto de valuation em relação à Afya.
Apesar do potencial, o BBA ressalta que ainda não há informações sobre preço, estrutura da operação ou eventual relação de troca, e recomenda aguardar novos desdobramentos das negociações.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.